domingo, junho 07, 2009
Saudades e amizades, com a escola a acabar
Boa sorte no exame de Matemática!
quinta-feira, junho 04, 2009
Muito obrigado, Zé Geadas!
O "Fadinho Serrano" da Amália Rodrigues diz que "lá na minha terra há bons cantadores e boas cantadeiras".
Na minha opinião, que já tive a felicidade de ouvir a voz bem motivada do Zé, bem pertinho de mim, bem ao vivo, o Zé é bem mais do que um magnífico cantador de fado e de outras cantigas.
Pessoalmente pude testemunhar, bem longe do seu Rio de Moinhos, o amor e o encanto que ele tem pela sua terra e pela cultura da comunidade a que pertence. Já vi brotar-lhe das mãos, como que por magia, a deliciosa figuração de uma ceifeira alentejana, feita da delicadeza de uma papoila e outros pequenos farrapitos do campo. Deliciosa era a ceifeira e deliciado estava o rosto do Zé a mostrá-la a quem estava ao pé dele.
Para quem, como eu, se ocupa há mais de 30 anos com a expressão da inteligência e a expressão dos afectos das crianças e dos jovens, é um prazer muito grande vê-lo a cantar, a brincar e a conviver.
Não quero fazer comparações em que ponho uns dos participantes do concurso mais acima e outros mais abaixo. Todos os que participaram no concurso da TVI são tesouros muito valiosos!
Mas, não posso também deixar de dizer que, na minha opinião, foi com o Zé que todo o País pode ver a vitalidade das diversas dimensões da vida de uma criança ou de um jovem: a alegria dos seus sonhos; a cumplicidade com os seus amigos, os mosqueteiros dos New Baxter, "um por todos, todos por um"; a fraternidade gaiata com o seu irmão; a presença benevolente e solidária dos seus pais; o entusiasmo envolvente dos seus patrícios; a valorização e o cumprimento assumido e responsável das suas obrigações escolares.
Além de tudo isto, o Zé trouxe-me novos amigos, que me apetece conhecer melhor, não é amigo Norberto?
A poetisa Florbela Espanca tinha mesmo razão, Zé: o ver o teu olhar, o ver a tua vida, faz bem à gente!
Neste blogue apareces várias vezes a dizer-nos obrigado.
Agora é hora de sermos todos nós a dizer-te, todos juntos, com força para te acordar da mais rija das tuas sestas...
ZÉ GEADAS, MUITO OBRIGADO! MUITAS FELICIDADES PELA TUA VIDA FORA!
segunda-feira, junho 01, 2009
O Zé Geadas subiu à montanha.
A todos, na pressa habitual dos intervalos das aulas, tentei dar uma palavrinha de conforto e de solidariedade; e até de agradecimento, vá lá saber-se porquê…
A dois ou três tive tempo de olhá-los bem nos olhos, pôr-lhes a mão sobre o ombro e dizer-lhes, de cara animada: “Foi bom, o Zé esteve muito bem… O Zé subiu à montanha!...”
Todos a quem disse isto franziram a testa, denunciando que se interrogavam sobre a minha resposta, que os deixava perante um mistério, ou qualquer outra coisa carregada de simbolismo. “Deixa, não te preocupes com isso – dizia-lhes eu -, vou falar disto logo no meu blogue, nessa altura vais perceber”.
Eu sou dos muitos da minha geração que viram, vezes sem conta, o “Música no Coração”.
O filme tem mantido sempre um efeito tal sobre mim, que - repito-o constantemente - quando puder partilhar com os meus colegas professores o que realmente gosto de fazer na formação dos professores, nessa altura darei um curso sobre pedagogia usando apenas as letras das canções do filme.
Mas, curiosamente, só agora traduzi uma das letras. E por causa de quem?... Adivinhem lá…
Como já disse noutro lado, na primeira semana de Maio recebi um grupo razoavelmente grande de professores e alunos de vários países da União Europeia, num encontro sobre educação intercultural. A minha mensagem de despedida aos jovens que participaram no encontro foi simplesmente a apresentação de um pequeno vídeo com uma única fotografia, que tirei nos Açores (tirei como gosto muitas vezes de fazer, esperando que o sol nasça lá ao fundo, no horizonte; desta vez, é o Pico que se vê, majestoso, como sempre!...), e sobre a qual escrevi o poema de um dos temas musicais do filme “Música no Coração”, tema que, entretanto, se ouvia em fundo durante a apresentação da mensagem de despedida.
Bem, o sucesso foi de tal forma grande que uma semana depois tinha esse poema traduzido nas seis línguas do projecto (espanhol, francês, grego, italiano, romeno e português; a língua original é o inglês), traduções mandadas logo na semana a seguir, de todos os países participantes! Nunca, em três anos do projecto se tinha conseguido fazer igual!
O que agora quero confessar é que a inspiração para esta forma de despedida veio-me da lembrança do Zé Geadas, das suas actuações no “Uma canção para ti”, dos apontamentos e dos comentários trocados nos blogues, e nas mensagens pessoais que surgiram entre nós. Dos sonhos que ele vai ter durante toda a sua vida.
Aqui deixo agora a fotografia, o poema, e a canção, tal como aparece numa das versões (versão original) do YouTube.
Sem mais palavras, que não sejam um grande abraço ao Zé, aos seus pais e ao seu mano.
Vai, sobe às montanhas, procura no topo e em baixoAproveita os atalhos, todos os caminhos que conheces
Sobe às montanhas, pula rio, ribeiro ou riacho
Até ao arco-íris, e lá os teus sonhos realizes.
Sonhos teus que vão precisar
de todo o amor que consigas dar
Toda a vida que levares,
Tantos os dias que viveres.
Sobe às montanhas, pula rio, ribeiro ou riacho
Até ao arco-íris, e lá os teus sonhos realizes.
terça-feira, maio 26, 2009
Ir ou não ir ao apoio, eis a questão - 2/2
E pronto! Fiz a minha escolha!
GRANDE FINAL
“UMA CANÇÃO PARA TI”
31 DE MAIO

Conto com o teu apoio!
Obrigado!
Ir ou não ir ao apoio, eis a questão - 1/2
domingo, maio 17, 2009
O José Geadas e a mística do Benfica
É por isso, por este feliz acaso, que a única coisa que posso agora desejar é que, no fim de leres a história, sintas que gostaste, que é uma história gira.
Bom, pode-se dizer que a conversa que deu em história - esta história - começou por causa do David Gomes, outro dos teus companheiros do concurso da TVI.
terça-feira, maio 12, 2009
O menino grande foi ao encontro do grande menino
No domingo passado fui à Orada. O Zeca Barroso tinha-me desafiado, e à nossa amiga Maria João, para outra vez irmos à feira das ervas aromáticas. joguei às escondidas, fiz baloiços,
tive bolas, berlindes, papagaios,
automóveis de corda, cavalinhos...
tornei-me do tamanho que hoje tenho.
Os brinquedos perdi-os, os meus bibes
deixaram de servir-me.
Mas nem tudo se foi:
ficou-me,
dos tempos de menino,
esta alegria ingénua
perante as coisas novas
e esta vontade de brincar.
Vida!
não me venhas roubar o meu tesoiro:
não te importes que eu ria,
que eu salte como dantes.
E se riscar os muros
ou quebrar algum vidro
ralha, ralha comigo, mas de manso...
Tinha berlindes,
tinha bolas, cavalos, papagaios...
E quantas vezes eu, só pra ouvi-la
ralhar, parti os vidros da janela
e desenhei bonecos na parede...)
ralha, se eu te fizer maldades, mas de manso,
como se fosse ainda a minha Mãe...
segunda-feira, maio 11, 2009
- Como te chamas?, pergunta a Sissy
Dear Sissy, congratulations for your work!
I'd like to present you with a Portuguese poem and I was lucky! I found one, well translated in English, I think its meaning touch the sense I found in your work: every child must have a name. Only when we know a child by his name, the child is the same I am, the same we are, no matter how really different he can be of me, of us. Your work pushes us to ask the children their names. Good! Thats the way. The only valuable way!
· TEU NOME
Paula Margarida Pinho
Existimos num mundo de metáforas.
Não são pedras estas pedras;
são certezas, segurança.
Não é luz a luz do sol;
é um aceno, é carícia
de um aconchego querido.
E as águas destas fontes?
São as mágoas,
são as lágrimas dos montes.
Estes prédios são prisões;
são muralhas as paredes;
mares em fúria as multidões;
punhais os olhares em riste;
solidão o rosto triste.
Existimos num mundo de metáforas.
Perdemo-nos nelas e nem sabemos que o são.
Só o teu nome é o teu nome.
Ainda e sempre.
O teu nome.
Simplesmente.