segunda-feira, maio 11, 2009

- Como te chamas?, pergunta a Sissy

A Sissy é uma menina grega, filha de um colega professor de uma escola em Kalamata que tenho encontrado, para grande alegria e enriquecimento pessoal, nas reuniões de um projecto escolar internacional comum, o PLURALIA.
A Sissy acompanhou o pai já mais do que uma vez a estas reuniões. São encontros de entusiasmos e reciprocidades sobre o prazer de se estar junto a pessoas diferentes, e de nos sentirmos bem todos juntos uns dos outros.
Na sua experiência pessoal destas reuniões, na sua forma única de sentir, ela arrancou a inspiração para uma pequena peça visual e melódica muito bonita, que me convidou a ver; e a que juntei um comentário e um poema.

Dear Sissy, congratulations for your work!
I'd like to present you with a Portuguese poem and I was lucky! I found one, well translated in English, I think its meaning touch the sense I found in your work: every child must have a name. Only when we know a child by his name, the child is the same I am, the same we are, no matter how really different he can be of me, of us. Your work pushes us to ask the children their names. Good! Thats the way. The only valuable way! 

Querida Sissy, parabéns pelo teu trabalho!
Gostaria de te presentear com um poema português e tive sorte! Encontrei um, bem traduzido para inglês, cujo significado penso que tem a ver com o sentido que encontrei no teu trabalho: cada criança tem um nome. Só quando conhecemos uma criança pelo seu nome, a criança é como eu sou, é como nós somos, não importa quão diferente seja de mim, ou de nós. O teu trabalho põe-nos a perguntar às crianças pelos seus nomes. Boa! É esse o caminho! É esse o único caminho que deve ser percorrido!
(a letra da canção pode ser encontrada aqui)

  • ·  TEU NOME

    Paula Margarida Pinho

     

     

    Existimos num mundo de metáforas.

    Não são pedras estas pedras;

    são certezas, segurança.

    Não é luz a luz do sol;

    é um aceno, é carícia

    de um aconchego querido.

    E as águas destas fontes?

    São as mágoas,

    são as lágrimas dos montes.

    Estes prédios são prisões;

    são muralhas as paredes;

    mares em fúria as multidões;

    punhais os olhares em riste;

    solidão o rosto triste.

    Existimos num mundo de metáforas.

    Perdemo-nos nelas e nem sabemos que o são.

    Só o teu nome é o teu nome.

    Ainda e sempre.

    O teu nome.

    Simplesmente.

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