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sábado, maio 17, 2014

PSICOLOGIA - TRABALHOS MONOGRÁFICOS, EDIÇÃO 2013/14

Iniciámos ontem a apresentação dos trabalhos monográficos dos estudantes de Psicologia lá da escola.
São, em geral, tesouros cheios de muita humanidade, de muita dedicação e enriquecimento pessoal. Partilhados com muito entusiasmo, carinho, companheirismo e solidariedade.
O primeiro registo:
O sujeito do trabalho: Tom Daley
O autor: André Pires
P.S. - A data da fotografia está errada, não é 15, é 16 de maio de 2014.

domingo, novembro 08, 2009

Pode haver igual, mas mais intenso não há! Seguramente!

Nas fotografias publicadas na rubrica "Your shot - Daily Dozen" da National Geographic, da primeira semana de Novembro, aparece uma fotografia (que eu bem gostaria de publicar aqui!) de Matt Townsend, que tem a seguinte legenda:

November 6, 2009
While traveling through the mountain countryside of Bali, Indonesia, I stopped for a quick break by a waterfall. Soon young Balinese boys were eager to have their pictures taken jumping off a waterfall. I happily obliged and came away with this shot of a youngster enjoying the warm day.

Tendo em conta o que por esta altura falo nas aulas de algumas das minhas turmas, à volta dos processos cognitivos, afectivos e motivacionais, esta fotografia é notável!...
Esta fotografia pode ser a fotografia de uma vida.
Não volta a haver no mundo um momento, um instante assim! E aquilo que ficou assim gravado para a eternidade é mesmo apenas um instante! Nada mais!
É o exemplo perfeito da harmonia do corpo e do espírito, a fazer lembrar a velha máxima da "Mente sã em corpo são".
Naquele instante - único, inigualável -, aquele rapazinho, que bem poderá ser uma criança de vida bem triste e sofrida, é seguramente a criança mais deliciada do mundo e o seu corpo, mesmo que franzino, tem toda a beleza do que só o que é espontaneamente natural pode ter.
O equilíbrio técnico da fotografia dá ênfase à posição perfeita do corpo do rapazinho; e o corpo, por sua vez, parece simplesmente reflectir o prazer intenso que o jovem ser saboreia, seguramente esquecido de tudo o mais que no mundo existia naquele instante.
Alguns de nós gostariam de ter sido espectadores directos ou o fotógrafo daquele momento, como é o meu caso.
Felizes daqueles que podem contar na sua experiência pessoal com um instante assim. Também a este grupo pertenço, por bênção, seguramente; se calhar, também por esforço; e oportunidade, claro, mesmo que inesperada.

Não se deixe de ver a fotografia (clicar no título deste apontamento).

sábado, setembro 19, 2009

Boas-vindas aos alunos à entrada do novo ano escolar, 2009/10


É esta a mensagem com que abro o espaço de trabalho que cabe na plataforma informática da Escola a cada uma das turmas que vou leccionar em 2009/2010:

Os anos escolares vão e voltam, ciclicamente.
A mim trazem-me sempre novidades, mesmo que em programas e conteúdos "velhos".
Tenho a sorte e a felicidade de me caber iniciar os jovens no conhecimento sistemático do fascinante e infinitamente variado comportamento humano.
Hoje em dia estou muito apreensivo a propósito do futuro dos jovens que se sentarão nas aulas à minha frente, a partir da próxima semana. Criámos já para eles - para vós! -um mundo com riscos tremendos de limitações e perigos enormes para a vida humana, as outras espécies e o próprio Planeta Terra.
Falarei convosco, queridos alunos, destas coisas ao longo de todo o ano que se abre agora à nossa frente.
E, em jeito de homenagem à disciplina fundamental que lecciono, a Psicologia, refiro-vos aqui uma breve passagem do que a primatóloga (ela é muito mais do que isso!) Jane Goodall disse numa conferência em 2002 (e que poderão ouvir na íntegra, em inglês, nesta hiperligação).

Algumas crianças perguntaram-lhe se ela tinha esperança no futuro, ela que tanto viajava por todo o mundo e via tantas coisas terríveis a acontecer. Ela respondeu-lhes que sim, que tinha esperança. Que tinha esperança em três coisas:
  • o cérebro humano e as coisas que ele é capaz de fazer
  • a resiliência (ou capacidade de resistir) da Natureza, que ela consegue com tempo, ou com uma pequena ajuda.
  • e o indomável espírito humano
Perguntaram-lhe se a realização da esperança estava nos políticos. Ela respondeu delicadamente que a realização da esperança estava nas nossas mãos, nas mãos de todos nós e nas mãos dos nossos filhos. "Somos nós próprios, é cada um de nós que pode fazer a diferença. Se levarmos um estilo de vida em que conscientemente procuramos que a nossa pegada ecológica seja a mais leve possível, se comprarmos coisas que são eticamente legítimas para nós e não comprarmos o que não for, sim podemos mudar o mundo".

Insisto em recordar a seguinte afirmação, que, ciclicamente também, todos devemos trazer de novo ao pensamento:

(Esta pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável)

"Todo a gente 'pensa' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

É preciso começar... JÁ!...

Uma criança que aprenda o respeito e a honra dentro de casa [e na escola] e receba o exemplo vindo de seus pais [e dos seus professores], torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusivé, em respeitar o Planeta em que vive...

Pessoal, desejo-vos um ano de trabalho produtivo, interessante e agradável; que vos faça crescer a vontade de viver com entusiasmo, com prazer em comunicar e partilhar; e em harmonia com o ambiente que vos rodeia.