Bem, o relato é do pai — e é difícil ele não ser pai-coruja; e o pai é filósofo — e é difícil não ser um filósofo-pai-coruja.
Mesmo levando em linha de conta estes condicionalismos, reproduzo tão fielmente quanto possível este pedacinho que li há tempos no muito interessante livro "Como Educar um Filósofo, as grandes pergunta dos mais pequenos". Ora, escute-se:
«DEUS É REAL?», perguntou o Rex. Tinha quatro anos. Não estávamos muito longe da revelação do Woody.
Já tínhamos tido esta conversa muitas vezes, por isso saltei directamente para a pergunta: «O que é que achas?»
«Acho que, a sério, Deus é a fingir, e a fingir, Deus é real», anunciou o Rex.
Fiquei estupefacto. É um pensamento profundo para uma criança de quatro anos. Também é um pensamento profundo para alguém de quarenta. Pedi ao Rex que explicasse o que queria dizer.
«Deus não é real», disse ele. «Mas quando fazemos de conta, ele é.»
VERSÃO ORIGINAL:
“IS GOD REAL?” Rex asked. He was four. We weren’t far past the Woody revelation.We’d had this conversation a lot, so I skipped straight to the question: “What do you think?”“I think that, for real, God is pretend, and for pretend, God is real,” Rex announced.I was stunned. That’s a profound thought for a four-year-old. It’s a profound thought for a forty-year-old too. I asked Rex to explain what he meant.“God isn’t real,” he said. “But when we pretend, he is.”
