Mostrar mensagens com a etiqueta Estados Unidos da América. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estados Unidos da América. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 09, 2013

ANTÓNIO DAMÁSIO E A VIOLÊNCIA DA POBREZA


ANTÓNIO DAMÁSIO E A VIOLÊNCIA DA POBREZA.
(António Damásio and the violence of Poverty)
(António Damásio et la violence de la Pauvreté)
O Professor António Damásio, hoje, na celebração festiva "Um dia com o Patrono", promovida pela Escola Secundária António Damásio, e liderada pelo distinto professor António Cruz, disse à grande plateia que o ouvia, que a forma de violência que mais o preocupa hoje em dia, violência essa que continua a crescer em diferentes pontos do Mundo, é a VIOLÊNCIA DA POBREZA, e que, para a combater, um papel determinante cabe à EDUCAÇÃO.
Professor António Damásio,
na Escola Secundária António Damásio, em Lisboa, em 09/jan/2013
Há praticamente 30 anos atrás, vieram 2 professores de uma Faculdade de Psicologia (mais propriamente, da Universidade de Vermont) conhecer o trabalho que eu liderava numa escola de ensino especial, em Lisboa, escola essa que recebia, predominantemente, crianças muito pobres. Ao fim de algumas horas de observação e conversa, honestamente eles me confessaram que, antes de falarem comigo, pensavam que estavam a fazer, lá nos EUA, um trabalho inovador, de ponta, na assistência a crianças muito carenciadas e suas famílias; mas que, depois de conhecerem o meu trabalho, chegaram à conclusão que eu ia 20 anos à frente deles. Assim que voltaram para os EUA, formalmente me apresentaram um convite "irrecusável" para ir trabalhar com eles. Recusei o convite irrecusável. Depois de procurar o sábio e ponderado aviso das minhas duas figuras de referência basilares: a Professora Maria Rita Mendes Leal e o Professo João dos Santos. Sem o saber, o Professor António Damásio hoje confirmou-me que eu fiz a opção correta. E renovou-me energias para continuar o que tenho feito ao longo destes 30 anos, antes com uns companheiros (n' Os Traquinas da Boa Vida) e hoje com outros, na Escola Secundária Eça de Queirós. Obrigado, Professor António Damásio!

terça-feira, janeiro 20, 2009

A eleição de Barack "Eidje" Obama

Sou um daqueles anónimos de todo o mundo que se congratula com a eleição de Barack Obama, hoje, como presidente dos Estados Unidos da América. Porque aparece à esquerda de George Bush, porque parece ter bom-senso e sentido de humanidade, porque parece ter na pele a sensibilidade dos pobres, dos discriminados, dos excluídos.
Mas, sem que o entenda porquê (apenas faço conjecturas, que resultam da minha sensibilidade pessoal, e dos meus quadros teóricos de referência para a abordagem dos fenómenos pessoais e sociais), não deixei de reparar - e lamentar - a censura implícita e a falta de afirmação de um sentimento de confiança no anúncio do homem que se preparava para fazer o juramento solene como presidente dos Estados Unidos da América: o "presidente eleito dos Estados Unidos da América" não se chamava Barack Hussein Obama. Afinal, o seu nome era Barack "heidje" [H.] Obama.
Que cultura, que ideologia são estas que inibem, logo no momento formal de apresentação ao mundo do presidente dos E.U.A., um dos seus nomes de família, que parece ficar envergonhado, censurado, vitimado já pela força dos acontecimentos do mundo?
(Numa brevíssima busca no site oficial de Obama,  parece que o nome Hussein também aí  é já intencionalmente omitido)
No seu discurso de tomada de posse, Obama diz que o retalho das origens sociais da nação americana não são uma fraqueza, mas a sua força. E enumera cristãos, muçulmanos, judeus e não-crentes. Mas, no meu entender, a apresentação do nome deixou-se levar pela fraqueza, não foi o primeiro exemplo da força. Todos os outros "Hussein" dos E.U.A., naturalmente bons e respeitáveis cidadãos, não mereceriam da parte do bem recente Presidente dos E.U.A. um gesto de solidariedade, de afirmação da tal força do retalho social americano?
Senhor Presidente Barack Hussein Obama, o mundo - as pessoas e o ambiente - precisa que o seu mandato seja bem-sucedido. Desejo-lhe muita sabedoria. Desejo-lhe muita sorte.