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domingo, dezembro 15, 2013

MANDELA - UBUNTU

MANDELA - UBUNTU

Que testemunho extraordinário! Catadupa de acontecimentos vitais notáveis que nos fazem pensar sobre as fascinantes raízes do espírito ubuntu. Esta palestra já aconteceu depois da morte de Mandela, no passado dia 5. Este testemunho tem tanto mais significado quanto - diz-nos António Mateus, agora, diretamente de Qunu - Nelson Mandela um dia confessou, entre amigos, que foi no meio da Natureza, onde ele brincava na sua infância com os seus companheiros, e onde foi mais feliz, em contacto com a vida selvagem, e através dos animais, que aprendeu que a integridade dos outros, o bem-estar dos outros é uma responsabilidade nossa.

segunda-feira, setembro 16, 2013

O melhor presente é...

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Reproduzo agora um pensamento que encontrei no Facebook, com a fotografia que o acompanhava. É capaz de ficar bem aqui hoje, dia em que recebemos os novos alunos na nossa escola:
"The best gift you can give to someone is your time, because you're giving them something you can never get back."
"O melhor presente que alguma vez podemos dar a alguém é o nosso tempo, já que assim estaremos a dar qualquer coisa que nunca poderemos tomar de volta."
É um pouquinho desse tempo, para lá do tempo profissional que, se calhar, os professores podem ainda dar, não obstante as sempre crescentes dificuldades e cada vez mais insuperáveis obstáculos no seu trabalho diário.
É essa também a grande dádiva dos jovens mediadores que se comprometeram já, perante as crianças e os seus pais, a ajudar que a empresa da escola seja mais fácil e saborosa!
P.S. - Ao que parece, ninguém sabe quem é o autor deste pensamento. É certamente de alguém que refletiu sobre as coisas importantes na Vida. Como também fez e disse, entre outros, Nelson Mandela.

quinta-feira, julho 18, 2013

Grande abraço de parabéns, Nelson Mandela!

O exemplo de Mandela e de todos os que lhe estão próximos mostra que precisamos, sempre, de nos esforçarmos para sermos justos e tolerantes; há sempre coisas dentro de nós que nos puxam para o comodismo, o egoísmo e o domínio sobre o Outro.
Na nossa natureza, constantemente o espírito Ubuntu, "Eu sou porque tu és" é posto à prova e resvala para a tentação do "Eu sou à custa do que tu és", ou qualquer outra formulação semelhante.
O espírito que Madiba personifica, mas que está para além dele, que se foi consolidando na experiência cultural, histórica, de um grupo humano, é uma opção de modo de vida coletivo, uma proposta que, melhor do que ninguém, Nelson Mandela hoje em dia propõe a todos os grupos humanos (grandes ou pequenos; mais politicamente organizados ou menos politicamente organizados); ao encontro de outros modos de vida coletiva igualmente gregários e solidários e claramente diferenciados de modos de vida que exaltam o individualismo e o sucesso pessoal sustentado na competição e rivalidade muito mais do que na cooperação e na solidariedade.
Sim, que hoje seja dia de celebração; mas a partir de amanhã o desafio para todos nós é o de mantermo-nos merecedores de participar com orgulho e alegria na celebração do próximo ano.

sexta-feira, julho 12, 2013

Jane Goodall, o cérebro, os jovens e Nelson Mandela

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Mais do que em anos escolares anteriores, tive no ano letivo que terminou no início do passado mês de junho, oportunidade de abordar com os meus alunos, de forma especialmente clara, os temas e as pessoas que agora encontro, para grande satisfação pessoal, na entrevista de Jane Goodall, que aparece na edição da Visão, a n.º 1061, de 4 a 10 de julho de 2013.
A notável Cidadã do Mundo - pela defesa do Homem, dos Animais, do Ambiente e da Paz - esteve recentemente em Lisboa, no congresso mundial de Rotary Internacional, instituição internacional a que me ligam laços de muito carinho e gratidão, que me proporcionou uma extraordinária viagem à terra de Mandela e da origem do Homem.
A jornalista não usa a forma interrogativa para pôr a Jane Goodall a última questão:
- "Mantém um discurso esperançoso..."
Jane Goodall responde o seguinte, assim fechando a entrevista:
- "Há quatro aspetos que me fazem manter a esperança: o fantástico cérebro humano que pode ser usado para o bem; a resiliência da natureza; a energia e dedicação da juventude, e o indomável espírito humano que herdámos de Mandela. Ele mostrou-nos que é possível concretizar tarefas que parecem impossíveis."

segunda-feira, junho 25, 2012

Não concordo com José Mourinho, nem com Nelson Mandela - 2/2

Hoje também fui "obrigado" a dedicar um pouco de atenção a Nelson Mandela. Por causa da Academia Ubuntu. Nelson Mandela disse -  e alguém depois escreveu - as seguintes palavras:
"No one is born hating another person because of the colour of his skin, or his background, or his religion. People must learn to hate, and if they can learn to hate, they can be taught to love, for love comes more naturally to the human heart than its opposite."
A Wikipédia traduziu assim as palavras de Mandela:
"Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, da sua origem ou da sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender a amar."
Nelson Mandela, senhor presidente, com todo o respeito, o oposto, ou o contrário, do amor não é o ódio. O contrário do amor é a indiferença.
É importante dizer isto porque a razão do ódio é uma, e a fonte da indiferença é outra. Ora isto tem implicações importantes na educação das crianças e dos jovens.
Não quero que o meu desacordo desvie a atenção do mais importante que diz: que para odiar é preciso aprender. Isso é essencialmente verdade! E o crescimento ou ou apaziguamento do ódio gere-se na relação educativa. Só que para que os educadores (pais, professores, líderes sociais) possam ter comportamentos  positivos no campo da educação da vivência do ódio é preciso que saibam bem o que está realmente em causa quando se sente ódio.
Voltarei a este assunto em breve.