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domingo, abril 05, 2015

AS PALAVRAS E OS ACTOS DA FÉ; E A COERÊNCIA

AS PALAVRAS E OS ACTOS DA FÉ; E A COERÊNCIA


Cuidado com o que pedimos!... Cuidado com o que louvamos!
Deus não joga aos dados, pois não; e Deus também não dorme. Não dorme e pergunta-se se temos ou não ideia de onde nos levam as palavras e os actos, mesmo que genuinamente estejam ao serviço do Bem.
Uma muito interessante proposta de reflexão do Patrono da minha escola, Eça de Queirós, precisamente a propósito da Páscoa celebrada por um papa que agora quer honrar o nome, o pensamento, as palavras e as obras de Francisco de Assis.

"− O Senhor que tanto sofreu, por que me não manda a mim o padecimento bendito?"
Enfim, uma tarde, em véspera de Páscoa, estando a descansar nos degraus de Santa Maria dos Anjos,
avistou de repente, no ar liso e branco, uma vasta mão luminosa que sobre ele se abria e faiscava. Pensativo, murmurou:
− Eis a mão de Deus, a sua mão direita, que se estende para me acolher ou para me repelir.Deu logo a um pobre, que ali rezava a Ave-Maria, com a sua sacola nos joelhos, tudo o que no mundo lhe restava, que era um volume do Evangelho, muito usado e manchado das suas lágrimas. No domingo, na igreja, ao levantar da Hóstia, desmaiou. Sentindo então que ia terminar a sua jornada terrestre, quis que o levassem para um curral, o deitassem sobre uma camada de cinzas.
Em santa obediência ao guardião do convento, consentiu que o limpassem dos seus trapos, lhe
vestissem um hábito novo: mas, com os olhos alagados de ternura, implorou que o enterrassem num sepulcro emprestado como fora o de Jesus, seu senhor.
E, suspirando, só se queixava de não sofrer:
− O Senhor que tanto sofreu, por que me não manda a mim o padecimento bendito?De madrugada pediu que abrissem, bem largo, o portão do curral.
Contemplou o céu que clareava, escutou as andorinhas que, na frescura e silêncio, começavam a cantar sobre o beiral do telhado, e, sorrindo, recordou uma manhã, assim de silêncio e frescura, em que, andando com Francisco de Assis à beira do lago de Perusa, o mestre incomparável se detivera ante uma árvore cheia de pássaros e, fraternalmente, lhes recomendara que louvassem sempre o Senhor! “Meus irmãos, meus irmãos passarinhos, cantai bem o vosso Criador, que vos deu essa árvore para que nela habiteis, e toda esta limpa água para nela beber, e essas penas bem quentes para vos agasalharem, a vós e aos vossos filhinhos!” Depois, beijando humildemente a manga do monge que o amparava, Frei Genebro morreu.
[...]  Subitamente, porém, no alto, o prato negro oscilou como a um peso inesperado que sobre ele caísse! [...] Na alma de Frei Genebro correu um arrepio imenso de terror. O negro prato descia, firme, inexorável, com as cordas retesas. E na região que se cavava sob os pés do Anjo, cinzenta, de inconsolável tristeza, uma massa de sombra, molemente e sem rumor, arfou, cresceu, rolou, como a onda duma maré devoradora.
O prato, mais triste que a noite, parara - parara em pavoroso equilíbrio com o prato que rebrilhava. E os Serafins, Genegro, o Anjo que o trouxera, descobriram, no fundo daquele prato que inutilizava um Santo, um porco, um pobre porquinho com uma perna barbaramente cortada, arquejando, a morrer, numa poça de sangue... O animal mutilado pesava tanto na balança da justiça como a montanha luminosa de virtudes perfeitas! 
Frei Genebro morreu mas não foi para o Céu; o Senhor mandou-lhe ainda o padecimento bendito que ele, em queixa pressurosa, tanto pediu.
Está aqui o texto integral, com o título Frei Genebro.

domingo, março 31, 2013

Um pensamento para esta Páscoa

http://ventor.blogs.sapo.pt/63608.html
Foi em José Saramago que tomei contacto com a afirmação de Pitigrilli (Dino Segre, pseudónimo) que diz que "O homem é o único animal que consegue distinguir a água benta da água da torneira". Esta afirmação, que choca tanto crente em Deus e em Cristo, parece-me oportuno recordá-la hoje, num dia de celebração tão antiga na nossa cultura.
Mais do que nunca, o homem - os homens poderosos, sobretudo - vivem negando a espiritualidade tremenda que pode ser vislumbrada na afirmação de Pitigrilli. O comportamento de tantos confirma a condição animal, bruta, de que somos feitos; e que apenas o esforço da tradição, da cultura e da educação renovadamente tenta que consigamos, enquanto espécie, enquanto seres gregários, ir um pouco mais além.
Os dizeres bíblicos são, no fundo, bem mais radicais do que a afirmação de Pitigrilli pode apontar.
"Pulvis es, tu in pulverem reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis de converter. Sois pó, é a presente; em pó vos haveis de converter, é a futura." relembra o Padre António Vieira (Sermão de Quarta-Feira de Cinzas). Que radicalismo maior pode, na verdade, haver do que este?
A capacidade de simbolização que a frase de Pitigrilli implica é o extraordinário recurso do Homem para ir além da sua condição física essencial. Que o Padre António Vieira esgrime a propósito dos pensamentos e das verdades de Aristóteles. Mais uma vez, como ainda há dias citei a propósito da morte do padre José Fernando, vale bem a frase que um dia Fernando Pessoa ouviu a alguém com quem se cruzou à mesa de um café: "Assim é a vida, mas eu não concordo."
Quantos dos homens que abominam Saramago, que renegam a animalidade recordada por Pitigrilli, e que se benzem enfaticamente depois de tocarem, com gesto lento e delicado, na água benta da pia da igreja; dizia eu, quantos desses homens tratam o Próximo (no mais pleno sentido dos mandamentos das Tábuas do Antigo Testamento) com a mais voraz das animalidades?... Cada vez mais selvaticamente.
Estou curioso, à espera de  ver como o Papa Francisco vai tocar neste estado de coisas...
Mas que os comuns dos mortais não fiquem à espera. A luta de muitos milhares de homens, há muitos milhares de anos, continua a ser o principal fautor das transformações no sentido de melhores condições de vida para um cada vez maior número de seres humanos.

sábado, abril 07, 2012

No Sábado de Aleluia, a Páscoa de Agostinho da Silva


Quando fui, há uma semana atrás, à Biblioteca Municipal da Horta requisitar o “In Memoriam” de Antero de Quental, a solícita funcionária porfiou a procurá-lo mas não o encontrou. Desejosa de me ajudar, trouxe-me o “In Memoriam” de Agostinho da Silva. “Obrigado, não é este que eu quero, mas tenho muito interesse em levá-lo.” Que engraçado! Logo quando tinha acabado de pôr a atenção nas atas do Encontro em São Jorge sobre Agostinho da Silva! E trouxe mesmo o livro para casa!
Hoje, finalmente, dei-lhe um pouco de séria atenção. Li as contribuições de Pedro Agostinho da Silva, Maria Gabriela Agostinho da Silva Rodrigues, seus filhos; do meu querido colega e amigo Inácio Fiadeiro; de António José Saraiva, autor que leio com olhos de filho-coruja, tudo o que ele escreve é, para mim, antecipadamente notável; e calhou – pura coincidência, abrir na página do testemunho de José Hermano Saraiva, irmão do meu “pai-corujado”, ou “mãe-corujada”.
Por atravessarmos a época cultural-religiosa que atravessamos – a celebração da Páscoa – chamou-me a atenção que o filho Pedro fizesse questão de associar a “partida” (como ele se refere ao falecimento de seu pai) de Agostinho da Silva ao Domingo de Páscoa, em 3 de abril de 1994. “(…) do Restelo de onde os Navegadores partiram, detendo-se no dia seguinte, brevemente, na Igreja de Santa Maria de Belém, Mosteiro dos Jerónimos.”
Confesso que não sei se as coisas se passaram assim por vontade expressa de Agostinho da Silva, ou se porque os vivos lhe quiseram dedicar, em presença, um derradeiro simbolismo.
Fico com curiosidade em saber um pouco melhor porque aconteceram assim as coisas na partida de Agostinho da Silva – aliás, preciso de saber muito mais de muitas mais coisas de Agostinho da Silva – já que, noutra contribuição do In Memoriam, a do jornalista António de Sousa, é feita aparentemente (o texto está escrito entre aspas) a seguinte citação do Professor Agostinho da Silva, que nos mostra uma certa maneira de estar do autor acerca dos Descobrimentos Portugueses (quer dizer, não são de franca ou orgulhosa glorificação): [o feito extraordinário das Descobertas] “Sim, prejudicaram Portugal porque passou a ser fácil enriquecer: Bastava ir pilhar. Toda a gente que não queria fazer nenhum esforço de trabalho, resolveu mudar de vida e lançar-se a essa aventura dos descobrimentos, essa empresa estatal dos descobrimentos, e isso levou aqueles que ficam em Portugal a viver daquilo que colhíamos lá fora, portanto a não tomar aqui nenhuma iniciativa”.
Quando calhei no depoimento de José Hermano Saraiva, lá estava a Páscoa outra vez! Num texto de 3 linhas, hiper-sóbrio, denunciando, no meu entender, o simples esforço de “cumprir um dever”, o mais conhecido divulgador da História de Portugal, anos a fio, na televisão portuguesa, insinua um mistério, um simbolismo religioso que, creio, Agostinho da Silva nunca encomendaria: “Se Agostinho da Silva pudesse comentar a sua morte, diria que esta ocorreu num Domingo de Páscoa, o dia da Ressurreição. Quando um pensador morre, a morte passa a ser ilusória. Ficam as sementes do pensamento.” Pergunto-me se noutro dia qualquer do ano não ficariam, do pensador, as sementes do pensamento. O misticismo – o dia da Ressurreição - que José Hermano Saraiva associa à morte do homenageado é o misticismo que o Professor Agostinho da Silva professava?...  Será que alguma vez Agostinho da Silva se tomou como um “eleito”, predestinado a alguma especial missão de condução dos homens, ressuscitando ao terceiro dia, como o Cristo celebrado há tantos séculos? E como “cola” este misticismo com o que cheguei a ver em alguns dos programas do Professor José Hermano Saraiva, em que me parecia ver uma pedagogia paciente para quebrar mitos e “ledos enganos” que distorcem a perceção, ou melhor, que alimentam uma certa perceção de nós próprios, os Portugueses, e da nossa História?a 

sábado, dezembro 31, 2011

A chegada do ano 2012

Em jeito de diálogo entre mim e a minha querida aluna Sandra Vozone, no Facebook, a escrever na água, no seu sentido quase mais literal.

SANDRA VOZONE:

Boas entradas minha gente! Espero que todos aqueles que estiverem aqui marcados entrem em 2012 com o pé direito e que ao longo do novo ano tenham tudo aquilo que desejam, até mesmo dinheiro que sei que vai ser difícil. Como não tenho tempo para agradecer um a um por fazerem parte da minha vida, agradeço em conjunto... OBRIGADA ao todos por me aturarem durante este ano nada fácil para mim. Obrigada aos amigos de longa data, obrigada ao novos amigos, obrigada também aos que deixaram de ser, todos contribuíram para o meu crescimento contínuo! Obrigada aos professores mencionados! Obrigada pelos sorrisos, pelos momentos, por tudo! :D ♥
Peço desculpa se falta alguém mas não tenho boa memória!


FERNANDO PINTO
Ôi, @Sandra Vozone! Que volta é que a gente há de dar a isto?... Provavelmente, com a mesma sinceridade que nos desejas tudo de bom para 2012, desejaste também para 2011... Os votos para o ano novo são - quantas vezes? - votos de ilusão. Quantas vezes são verdadeiramente votos de confiança? Ainda por cima, para azar nosso, a passagem de ano é puramente arbitrária, nem sequer está ligada a nenhum momento de renovação natural ou biológica. Por mim, alinharia numa festa de renovação de confiança numa data entre o Entrudo e a Páscoa. E nem estou a ser nada criativo com isso! Basta olhar para a história dos homens e dos seus rituais.
É por isso que, muito sinceramente, minha querida Sandra, aceita o que a seguir escrevo como uma contribuição pessoal ao voto que formulas. Acabei de receber um email que traz uma citação de um(a) autor(a), Stacia Tauscher [ainda não sei bem quem é este(a) autor(a)]r, que diz assim: "We worry about what a child will become tomorrow, yet we forget that he is someone today". No fundo, é como dizer: não nos comprometamos demasiadamente com as ilusões do futuro; isso sim, apreciemos e consolidemos as relações do presente. Assim, verdadeiramente, estaremos a construir o futuro.
Grande beijinho, Sandra, espero ver-te em breve. Estou a contar contigo para a minha Bolsa de Voluntários, que já está em marcha na nossa escola. ♥

SANDRA VOZONE

Professor Fernando Pinto, sempre tão sábio nas suas palavras. Não posso deixar de concordar com o que diz, claro, é tudo verdade mas eu sou (e não confesso com o maior orgulho) daquelas pessoas em que os votos de ilusão, como diz, lhe parece o melhor e mais sincero para dizer nestas alturas. Quanto à Bolsa de Voluntários, assim espero fazer parte desse seu projecto que deve ser muito enriquecedor a todos os níveis. ♥
Sempre tão perfeccionista professor! (:


FERNANDO PINTO
‎Sandra Vozone, quando criei o blogue que acompanhou a nossa viagem a Estrasburgo, o lema que juntei foi este: "Para ser grande, sê inteiro: nada / Teu exagera ou exclui. / Sê todo em cada coisa. / Põe quanto és / No mínimo que fazes. / Assim em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive." (Odes de Ricardo Reis. Fernando Pessoa). Como poderia eu fazer de outro modo, sem correr o risco de tornar ocas as palavras que escrevo? Não sei se sou perfecionista; isso sim, tento acrescentar algo que valha a pena, mas certamente nem sempre o consigo.

quinta-feira, abril 01, 2010

A Páscoa, a partir da Horta, na ilha do Faial

O que de mais concreto tenho encontrado de sinais da Páscoa dos Açores, aqui na Horta, é... a notícia dos ensaios do meu querido amigo L.C., jovem quase guardador de rebanhos em tempo de férias escolares, que se prepara para participar numa representação pascal na sua terra. E não é cá! É noutra ilha, tão perto daqui e tão difícil de lá chegar!
E é o anúncio de um concerto de música clássica na igreja de S. Francisco, praticamente aqui à porta, onde, afinal, nunca entrei em quase 20 anos de constantes viagens aos Açores - só me falta pisar a ilha de Santa Maria, se tudo correr bem, será no próximo verão. O concerto é no sábado, de tarde, vou tentar ir. A entrada é livre.
De manhã, antes de entrar na padaria, fui à Biblioteca da cidade e pus-me à procura... Percorri lombadas, folheei algumas obras. Encontrei coisas, aqui e ali, sobre a Quaresma e a Pascoela; e assim que me parecia que ia encontrar uma descrição ou um estudo da Páscoa nos Açores, as descrições das celebrações do Espírito Santo sobrepunham-se e abafavam tudo o mais.
Apanhei um pequenino texto - muito engraçado!, vou relê-lo -, do séc. XVII, sobre os "impérios" no Faial, relatando acções muito empenhadas de irmãs religiosas. Os ''impérios'' parecem ser uma festividade de origem continental, talvez do Alto Alentejo.
Encontrei também um curiosíssimo texto, quase etnográfico, sobre uma Procissão dos Cornos (sim, leram bem, c-o-r-n-o-s), no Faial, em 25 de Abril de 1900, em que o autor quase pede desculpa de tão ímpia celebração. Mas, diz ele, ele não podia faltar à verdade.
Na padaria, onde fui depois, mais uma vez não encontrei nenhum bolo da época, o folar que lá se vende é igual ao de tantos outros no continente. Perguntei à senhora que me atendeu, que me confirmou que, não senhor, não há mais nada da Páscoa.
Na pressa da consulta na Biblioteca - em que nem os funcionários tinham ideia de qualquer obra sobre a época da Páscoa - apenas encontrei a versão açoriana de uma velha adivinha continental, em forma de quadra:

Nós somos sete irmãs.
Cinco justas e uma santa,
E a outra é tão pequenina,
Porque o riso a ataranta.

O que é?...

Claro!... As Semanas da Quaresma.
Já agora, alguém quer saber - ou quer explicar - porque é que uma delas "é tão pequenina porque o riso a ataranta"?

Páscoa feliz, saborosa de amêndoas e folares!

sábado, abril 11, 2009

A Páscoa, com ou sem coelhinhos

Foi esta a mensagem que, a celebrar a época festiva que atravessamos, tão característica da nossa tradição cultural, espiritual ou religiosa, enviei à quase totalidade das minhas listas de endereços electrónicos (Quer dizer, modernices... cómodas, rápidas e eficazes modernices). Foi escrita ontem, à tarde:

Ai!... Ai!...

Agora, às três e meia da tarde, cá por casa, cada um descansa para seu lado...

De manhã fui p'ró mar, ver baleias e golfinhos, depois de dar à pressa o pequeno-almoço à minha "Velhitas".
Cheguei a casa quase às duas da tarde, ela esperava por mim para almoçar. Creme de ervilhas e um belo bacalhau no forno!...
Depois consolámo-nos - quem ainda estava em casa - com amêndoas, que eu trouxe de Lisboa, escolhidas quase uma a uma! Falámos de folares (que os temos cá em casa; os do Redondo já acabaram, mas temos ainda um grande do Pico, que uma doente da minha irmã fez questão de lhe oferecer), até dos lagartos com olhinhos de feijão frade que há mais de 30 anos a tia Rosinda oferecia aos sobrinhos!... Eram deliciosos!... O Pedro Henrique, o meu sobrinho açoriano mais velho, foi surfar para São Jorge, come menos amêndoas, só as que tiverem sobrado no domingo de Páscoa; é bem feito!... (Talvez lhe guarde algumas, às escondidas)
Daqui a pouco, vou levar a minha mãe - como agora se tornou hábito - a acender o farol, o que, além de útil para quem cruza o mar no canal entre as ilhas, é um excelente passeio higiénico para ela.
Amanhã vamos todos almoçar fora, ao Chinês (!) que é a grande novidade aqui na cidade da Horta.
No domingo de Páscoa vamos chamar os amigos (aqueles muito especiais) e os outros familiares da Ilha e vamos todos almoçar tradicionalmente cá em casa.
De manhã iremos todos ao cemitério levar as amêndoas aos gulosos do senhor José (o Peter) e ao nosso "Velho". À tarde, será tempo de telefonar para a família de (Grande) Lisboa, Coimbra, Cernache, Abrantes e Matosinhos. E amigos, também do continente.
A missa pascal é seguida em casa, pela televisão, pelas duas anciãs da família, Lourdes e Luísa.

Desejo a todos vós uma Páscoa igual à minha! Ou melhor!...
Beijinhos e abraços!