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sexta-feira, setembro 19, 2025

#TOLERÂNCIA264 - AS ABELHAS E O HUMOR

 #TOLERÂNCIA264 - AS ABELHAS E O HUMOR

O humor está para a liberdade democrática como as abelhas estão para os ecossistemas do Planeta Terra.

Nas aulas de apresentação da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento (4 turmas, duas do 7.º ano e 2 do 9.º), falei das abelhas e das consequências para os ecossistemas da Terra se elas desaparecerem completamente por causa dos incêndios e de outras actividades humanas: as consequências são desastrosas.

Num certo sentido, podemos dizer que o humor na sociedade e na Política é como as abelhas nos ecossistemas: dão-nos picadas, dão-nos ferroadas, mas é para nosso bem, é para bem da democracia.

Há pessoas que não têm sentido de humor, que não toleram uma piada, e entre estas pessoas há muitos políticos. Exagerarão por vezes os humoristas? Sim, é claro que sim, mas apetece rematar que, neste campo, antes demais do que de menos. Que os políticos se zanguem com os humoristas, mas que não os calem.

Por isso, quando políticos têm o poder de calar os humoristas e os jornalistas-humoristas e o exercem isso é mau para os ecossistemas sociais e políticos. Ora, se quanto aos regimes políticos repressivos e ditatoriais não dizemos nada, quando isso acontece em regimes tradicionalmente não-repressivos e não-ditatoriais, nestes casos, deve soar o alarme.

Neste caso recentíssimo dos EUA, em que o 'talk-show' de Jimmy Kimmel, do canal ABC, foi suspenso por pressão do Presidente Trump, o caso caso é especialmente grave. Ao cidadão comum parece evidente que o Presidente dos EUA quer ter um poder autoritário, absoluto e discricionário que ele vê outros líderes mundiais terem nos seus países. A mim não me aflige que ele o queira ter, o que me aflige é que ele vai obtendo esse poder com a anuência de cada vez mais gente. Pior! Com a cedência da Imprensa e dos Órgãos de Comunicação Social, que parece que aceitam passar a dizer o que for aceitável para o Grande Ditador. Sem as ferroadas das abelhas, os ecossistemas da Liberdade de Expressão e da Imprensa Livre precipitam a corrosão dos sistemas democráticos dos países.

Na edição de hoje, o "The Guardian" traz um artigo que enumera algumas ocorrências recentes, pela escrita de Oliver Holmes. O primeiro terço do artigo diz assim, sob o título: "Líderes Amordaçados que não sabem aguentar uma piada"

«O comediante egípcio exilado Bassem Youssef sentiu na pele como a sátira política pode ser silenciada. E tem uma mensagem curta para aqueles que vivem numa era de repressão à liberdade de expressão de Donald Trump: "Meus Queridos Cidadãos Americanos", escreveu no X. "Bem-vindos ao meu mundo".

»Nos seus ataques aos satiristas americanos mais proeminentes, o presidente dos EUA juntou-se a um grupo de líderes iliberais em todo o mundo que não toleram uma piada. O alvo mais recente do que os críticos dizem ser uma campanha para silenciar vozes dissidentes foi Jimmy Kimmel, cujo programa de entrevistas nocturno da ABC foi suspenso após pressão governamental.

»A remoção, semanas depois de a rede rival CBS ter cancelado o programa satírico de Stephen Colbert, segue-se a outras repressões lideradas por Trump. Opositores políticos do presidente norte-americano afirmam que o espaço cada vez menor para a liberdade de expressão mostra que a América de Trump está a avançar para o autoritarismo.

»O senador Bernie Sanders, em declarações à MSNBC, afirmou que o país está num caminho para se tornar mais parecido com regimes opressivos como os da Rússia e da Arábia Saudita. "Isto é apenas mais um passo em frente", disse. "Estamos a tentar unir o povo americano contra a oligarquia, contra o autoritarismo".

»Desde o chefe da junta militar egípcia Abdel Fatah al-Sisi até ao primeiro-ministro nacionalista da Índia Narendra Modi, as gargalhadas muitas vezes terminam à medida que a democracia definha.»

E o jornalista vai, então, por aí fora enumerando outros casos.

Vêm-me à cabeça as estações desta minha saga, lá muito para trás, em que junteiei, com a ajuda da Internet, algumas piadas para usar em actividades de dinâmica de grupo de promoção da Tolerância. É verdade, em boa hora o fiz.

Já uma ou outra vez sugeri aqui um ou outro tema de tese de Psicologia ou de Sociologia. Talvez este seja mais um: estudar o passado escolar e o passado de vida dos líderes dos países e compará-los. Uma questão a investigar: será que os líderes governativos mais "iliberais" (como diz Oliver Holmes) eram

crianças que se riam menos, que não gostavam de piadas, que eram gozados pelos amigos e colegas? Podia especular aqui com outras perguntas, mas o texto já vai longo.

Por cá, felizmente a grande parte dos políticos ainda deseja ardentemente ser convidado para o "Isto é Gozar com Quem Trabalha", do Ricardo Araújo Pereira, na SIC, nas alturas dos processos eleitorais. Que neste programa e noutros nunca deixe de ser assim. E acredito que o Ricardo Araújo Pereira já tenha sido pressionado para levar lá um certo líder político, mas ele continua a não querer fazê-lo. Se um dia o levar lá, que seja por sua livre vontade.

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terça-feira, agosto 26, 2025

#TOLERÂNCIA240 - CONCURSO DE PIADAS INTERNACIONAIS

 #TOLERÂNCIA240 - CONCURSO DE PIADAS INTERNACIONAIS

Tenho na cabeça ainda a funcionar o automatismo de, chegado ao final de Agosto, começar a magicar actividades para os primeiros dias de aulas, daquelas que puxam a rapaziada para o fazer activamente mais do que escutar passivamente.

Hoje, saiu-me esta, numa primeira versão que ainda pode levar alguns retoques: um concurso de piadas internacionais.

1) Começo por pedir aos alunos que pensem em pessoas de 7 países europeus (sim, europeus, não apenas da União Europeia).

2) A seguir, peço-lhes que os ponham a contar uma anedota sobre alguém; e quero que me digam quem é que são os alvos (ou as vítimas) das anedotas que contam.

3) Registam-se as respostas no quadro; e comentam-se os resultados.

4) Apresento a minha lista: o português contou uma de alentejanos. O espanhol contou uma de galegos. O francês contou uma de belgas. O inglês contou uma de escoceses. O alemão contou… uma explicação de 40 minutos. O italiano gesticulou tanto que quase não precisou de falar. O grego disse: — «A minha piada é tão antiga que já está escrita nas paredes de um templo!»

5) Digo-lhes que a minha lista é feita com base nos estereótipos e preconceitos tradicionais atribuídos a cada uma das nacionalidades, as quais, por sua vez, estão entre aquelas que também mais imediatamente se associa o pensamento dos portugueses.

6) Seguir-se-á uma fase de discussão livre sobre o trabalho realizado.

7) Finalmente, entrego aos alunos uma lista de, digamos, aforismos. É para eles irem pensando aos longo das semanas, haverá depois um dia em que os estereótipos e os preconceitos serão o tema principal da aula. Nessa altura, voltaremos a este trabalho e ao 'têpêcê' que lhes deixei para irem ruminando.

8) É esta a lista dos aforismos:
a) A tolerância é a arte de rir com os outros, nunca dos outros. (N' "O Clube dos Poetas Mortos", na aula em que o professor Keating pede aos alunos que leiam os poemas que escreveram, comentando um deles, em que congratula um aluno por ter sido o primeiro a ter uma negativa na escala de Pritchard (a célebre escala de avaliação das obras poéticas falada no filme), ele diz: «We are not laughing at you, we are laughing near you.» [Não nos estamos a rir de ti, estamos a rir contigo, ao teu lado]
b) Um estereótipo é uma cela pequena para um povo inteiro; a tolerância é a chave que a desfaz.
c) Quem verdadeiramente conhece a sua própria cultura, pode sorrir perante o exagero alheio sem se perder nele.
d) A piada sobre o outro revela mais sobre quem a conta do que sobre quem a ouve.
e) A sabedoria está em distinguir o gracejo inofensivo, que une, do preconceito maldoso, que separa.
f) Rir-nos das nossas próprias caricaturas é o primeiro passo para desarmar a ignorância.

Estou contente com este projecto! Acho que tem bom potencial pedagógico. Correndo tudo como está previsto, deixarei a escola, e o ensino, no final de Setembro. Vou tentar fazer este exercício, nem que seja só por uma vez ainda antes de sair.

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terça-feira, julho 22, 2025

#TOLERÂNCIA205 - O RISO, COMPREENSÃO E TOLERÂNCIA

 #TOLERÂNCIA205 - O RISO, COMPREENSÃO E TOLERÂNCIA

Como já por aqui fui dizendo, leio, estudo muito sobre o sono, comportamento biológico tão importante que ocupa cerca de um terço da vida dos seres humanos.

O desenvolvimento das sociedades têm dificultado a relação do Homem com o sono. Os abusos na redução do tempo do sono criam riscos tremendos para a nossa saúde física e mental.

Volto a um livro de que já por aqui falei, a sua leitura tem sido atropelada por outros livros que circunstancialmente tenho considerado prioritários, até mesmo outros livros sobre o sono.

Na transcrição que vou fazer, a perturbação do sono junta a narcolepsia a a cataplexia. São essencialmente 3 falas diante do médico (o autor do livro), um casal cujo relacionamento entre si e o ambiente social de bem-estar que criavam à sua volta era por muitos reconhecido como exemplar e único.

Repare-se como os nossos comportamentos podem promover a Tolerância. Repare-se na essência saudável do comportamento do riso. Estão em jogo a empatia, a compreensão, a tolerância e o respeito. E não preciso de dizer mais nada. Vamos ao texto:

«[...] Para ambos [Phil, o doente, e Kim, a mulher] , as atitudes de outros acrescentam o insulto aos danos [Está a falar dos efeitos da catalepxia]. «É uma doença invisível. Para as outras pessoas, o Phil parece estar bem e ser normal», diz a Kim.

«As pessoas não compreendem de todo a doença. Também nos debatemos com isso. O Phil, que Deus o abençoe, tem de se explicar um milhão de vezes a certas pessoas de cada vez que as vê, porque elas continuam sem perceber. Não me parece que as pessoas sejam sensíveis à pressão e à tensão que isto

exerce sobre nós como unidade familiar, como casal, como alguém que tem de lidar com a doença. Nem a quanto mais esforço e energia são necessários para aguentar tudo e prosseguir com a vida, com o trabalho, os filhos, a família e os amigos.»

Ela continua:

«As pessoas ainda acham que é muito engraçado. Vamos a um evento ou algo do tipo dos espectáculos dos nossos filhos na escola, e em seguida alguém pode fazer uma piada como: «O Phil conseguiu ficar acordado?» Interrogo-me: «Porque é que acham que tem graça? Aquilo será sequer uma pergunta? Como é que vos passou pela cabeça perguntar isso? Se o Phil tivesse cancro, perguntavam "O Phil sentiu-se mesmo doente durante o espectáculo?" Não perguntavam! Então, não perguntem. Não tem graça.»

Penso que a ira da Kim deriva de um desejo de proteger o Phil. Ele é um pouco mais tolerante. «Não me importo de me rir do assunto. Penso que se eles compreenderem do que se trata, podemos rir-nos todos. Porém, se não se percebe e se é ignorante, não acho que tenha piada alguma.»(1)

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(1) Guy Leschziner, "O Cérebro Nocturno - pesadelos, neurociência e o mundo secreto do sono", 20|20 Editora (2020 Vogais), 2020

terça-feira, julho 01, 2025

#TOLERÂNCIA184 - HUMOR E TOLERÂNCIA

 #TOLERÂNCIA184 - HUMOR E TOLERÂNCIA

Está, há muitos dias, nos jornais, nas televisões, nas redes sociais, em incontáveis debates, o julgamento em que os Anjos, cantores, acusam Joana Marques, humorista.

Uma paródia da série "Ruídos", da RTP1, da autoria de Bruno Nogueira e a sua equipa, a "Renovação

da Licença de Humoristas", do passado dia 25, está a ter um impacto muito interessante, não apenas entre os humoristas, mas no público, em geral.

Hoje, o noticiário da CNN Portugal mostra-nos que na Turquia mais 3 humoristas foram presos, por causa de desenhos aparentemente ofensivos para Moisés e Maomé.

O jornalista Frederico Duarte Carvalho, hoje também, falou no Facebook, a propósito precisamente do julgamento da humorista Joana Marques, da Tolerância. O texto é um pouco longo, a menção à Tolerância surge apenas numa pequena (mas muito significativa!) frase. Vale a pena trazer para aqui todo o texto.

«Não sou seguidor da música dos Anjos, mas reconheço o seu talento e direito a existirem e a terem um público.

»Não sou seguidor da Joana Marques, porque o seu humor é igual ao que se ouvia no recreio do liceu e tinha piada para adolescentes de 15 anos.

»Um estilo de humor que hoje, devido às necessidade dos vários meios de comunicação de fazer concorrência e ocupar espaço entre os intervalos de anúncios, se tornou público e dirigido a todos e não apenas aos miúdos de 15 anos.

»É um humor básico, não é o mais inteligente ou mais divertido para quem já avançou na vida. E é até insultuoso e contraproducente para a evolução da sociedade.

»Toleramos porque o ignoramos e assim até passamos por tolerantes.

»Saudades do George Carlin que gozava com tudo sem precisar de apontar nomes individuais - e bem mais perigoso para a sua reputação.

»Vi citações de Ricky Gervais a defender o direito a ofender quando não me lembro de, nas suas geniais performances, ele apontar o nome de uma pessoa em particular e fazer toda uma rábula insultuosa em torno dessa pessoa, mas sim em torno de um grupo de pessoas.

»(E Deus, pois Ricky acredita que é mesmo único e não uma instituição que se diz representada por ele)

»Gervais faz humor inteligente e difícil, não vai pelo mais vulgar e fácil, que passa por ofender uma pessoa em particular. E que até seria cobarde, pois essa pessoa não poderia defender-se da multidão que se estaria a rir de forma básica.

»Gervais vai à jugular de grupos particulares de pessoas, onde muitas vão sentir-se ofendidas, mas nenhuma o pode reclamar como particular.

»Vi que a defesa dos Anjos apresentou no julgamento um especialista em música, mas devia ter também apresentado um sociólogo a explicar os diferentes tipos de humor.

»A Joana esteve bem, pois trouxe o gangue todo dos miúdos do recreio para a defender dos Anjos.»

Não está em causa eu estar ou não de acordo com o Frederico. Independentemente disso, acho o texto muito bem escrito e que nos ajuda a todos a pensar melhor sobre este caso judicial, sobre o Humor, o Respeito, a Liberdade e a Tolerância. Obrigado, Frederico! Um abraço!

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domingo, março 02, 2025

#TOLERÂNCIA63 - SÊ MAIS TOLERANTE, RI DE TI MESMO

 #TOLERÂNCIA63 - SÊ MAIS TOLERANTE, RI DE TI MESMO

Aposto que quem ri de si mesmo é mais tolerante. Quem não acredita, pratique durante 1 mês, uma

anedota ou pensamento divertido acerca de si mesmo, e depois diga. Como no Génesis, em que o Senhor descansou ao 7.º dia — Bem, espero que não apareça quem considere isto uma blasfémia: invocar Deus para uma coisa destas. Repare-se que hoje é o dia santo da semana, e é também o Domingo Gordo, festividade pagã que muito sabiamente os ministros de Deus captaram para as celebrações do ciclo anual das Estações —, cada um escolhe o seu dia de descanso, neste dia não precisa de se empenhar na tarefa de se rir de si mesmo (mas não perderia nada se o fizesse...).

Duas ou três anedotas para me rir de mim mesmo:

1.ª anedota: O Psicólogo e o Paciente sem Tolerância

O paciente entra furioso no consultório:
— Doutor, estou sem paciência p'ra ninguém! A minha tolerância acabou! O que faço?
O psicólogo, calmamente, responde:
— Primeiro, senta-se. Depois, respira fundo. E por fim…
— E POR FIM O QUÊ?!
— Por fim, volta aqui, quando estiver disposto a ouvir a resposta.

2.ª anedota: O Psicólogo e a Tolerância ao Stress

O psicólogo pergunta ao paciente:
— Como está a sua tolerância ao stress?
— Óptima!
— Está mesmo? Pode dar-me um exemplo?
— Claro! Estou há 40 minutos a ouvir o senhor repetir hmm-hmm-hmm e ainda não lhe atirei com esta cadeira acima!

3.ª anedota: O Psicólogo e o Motorista Nervoso

O paciente diz:
— Doutor, sou muito nervoso no trânsito! Como posso ser mais tolerante?
O psicólogo responde:
— Tente imaginar que cada carro à sua volta é conduzido por uma criança de 5 anos.
— Isso não vai ajudar, doutor! Só vou ficar ainda mais nervoso, fico de certeza a pensar que estou rodeado por miúdos a conduzir!

4.ª anedota: O Paciente e a Sogra

Um paciente reclamou para o psicólogo:
– A minha sogra vem passar o fim-de-semana a nossa casa, e eu não sei se consigo tolerar isso outra vez.
O psicólogo disse:
– Tente ver o lado positivo. Pelo menos ela não é sua mãe.
O paciente respondeu:
– É verdade... a minha mãe, azar meu, vem no fim-de-semana a seguir.

NOTA: O quê, pensavam que eu só ia dizer mal das sogras, como toda a gente faz? Pois é, e as mãezinhas, hein?

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sábado, janeiro 11, 2025

#TOLERÂNCIA 13 - O RISO E A TOLERÂNCIA, NEM DE PROPÓSITO

 #TOLERÂNCIA 13 - O RISO E A TOLERÂNCIA, NEM DE PROPÓSITO


Nem de propósito porque este é um caso verdadeiro, de grande actualidade, com uma carga muito grande de desconforto pessoal, social e desconcerto entre as nações.

Ontem falei aqui no potencial pedagógico e educativo do humor na promoção da Tolerância. Nem de propósito: logo a seguir tomei conhecimento deste muito humorado texto escrito a propósito do que o próximo Presidente dos EUA tem dito acerca das suas intenções de governação do país e do mundo, nomeadamente, que quer comprar a Gronelândia (e, quem sabe, até recorrendo às armas).

Expressão de pensamento imperialista, egocêntrico, arrogante e interesseiro, que produz inquietação, insegurança, receio e oposição, a intenção de Donald Trump encontrou imediatamente nesta satírica criação jornalística, que tem o condão de nos fazer rir agora, depois de quase nos ter feito chorar.

Há muitos momentos que pedem a redução da tensão social e política, tensão provocada pelos dislates dos líderes dos grupos. Cá está, o humor tem esse condão.

Neste caso, o humor, a civilidade no trato, o olhar em espelho e a referência à reciprocidade permitem que a razoabilidade de pensamento, vencendo a ambição política todo-terreno, que leva tudo adiante, tranquilize os cidadãos e, eventualmente, chame o(s) protagonista(s) da ambição à razão.

Dinamarca oferece-se para comprar os EUA

COPENHAGUE (The Borowitz Report) — Depois de ter rejeitado a hipotética proposta de Donald J. Trump de comprar a Gronelândia, o governo da Dinamarca anunciou que estaria interessado em comprar os Estados Unidos.

“Como já afirmámos, a Gronelândia não está à venda”, disse um porta-voz do governo dinamarquês na sexta-feira. Dinamarca oferece-se para comprar os EUA.

“A Dinamarca estaria interessada em comprar a totalidade dos Estados Unidos, com excepção do seu governo”, acrescentou o porta-voz.

Uma das principais disposições da oferta de compra, disse o porta-voz, seria a transferência de Donald Trump para outro país “a determinar”, com a Rússia e a Coreia do Norte citadas como possíveis destinos.

Se a oferta da Dinamarca pelos Estados Unidos for aceite, a nação escandinava tem planos ambiciosos para a sua nova aquisição. “Acreditamos que, ao dotar os Estados Unidos de um sistema educativo e de cuidados de saúde nacionais, este país poderá transformar-se de uma vasta massa de terra numa grande nação”, afirmou o porta-voz.

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(Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com)

Fonte: https://www.newyorker.com/humor/borowitz-report/denmark-offers-to-buy-us