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domingo, dezembro 28, 2025

#TOLERÂNCIA364 - "ET PUR SI INTOLERANTIA MALA CRESCIT."

 #TOLERÂNCIA364 - "ET PUR SI INTOLERANTIA MALA CRESCIT."

Bem espero que a minha fonte na Internet saiba mais latim do que eu. Pedi-lhe para escrever, inspirando-me na clássica afirmação que é atribuída a Galileu Galilei, "E no entanto a tolerância negativa cresce."

Lembrei-me da afirmação de Galileu Galilei a propósito da notícia da edição de hoje do Jornal de Angola, que tem por título "Obra do árbitro internacional, "Livro promove debate sobre valores sociais", sendo autor o jornalista Armindo Pereira (na página 29).

«O árbitro internacional angolano de basquetebol António Samuel pretende acrescentar valor ao debate em torno da ética desportiva com a obra intitulada "Entre Linhas e Regras" lançada oficialmente, ontem, num acto realizado no anfiteatro da Federação Angolana de Basquetebol (FAB),

em Luanda.

»Marcado por reflexões profundas sobre ética, autoridade e convivência no desporto e na sociedade, falando durante a cerimónia, António Samuel explicou que o livro, sendo dirigido ao público em geral, com especial enfoque em jogadores e treinadores de basquetebol, a obra nasce da sua inquietação
face à crescente normalização da intolerância no meio desportivo e à dificuldade em aceitar o erro.

»Na obra retratada em 99 páginas, o árbitro questiona a urgência em julgar sem compreender, vencer sem respeitar e responsabilizar sempre terceiros, atitudes que, no seu entender, fragilizam não apenas o desporto, mas também a vida em comunidade.»

"Normalização da intolerância [negativa]", não, não pode haver tolerância para tal. "dificuldade em aceitar o erro", pois, é preciso educar a aceitar o erro.»

Fica-me a apetecer ligar esta publicação angolana à publicação da portuguesa "Move-te por Valores", e à exposição "Move-te por Valores!". Sim, vou tentar fazer essa ligação, há muito que sabemos que juntos somos mais fortes. Depois virei aqui dar notícias do meu esforço.

#tolerância#tolerance#Tolerancia#tolérance#tolleranza#toleranz#tolerantie#宽容#寛容#관용#सहिष्णुता , #סובלנות#हष्णत#Ανοχή#Hoşgörü#tolerans#toleranță#толерантность#التس 

domingo, novembro 02, 2025

#TOLERÂNCIA308 - O MEU CONGÉNITO FRAQUINHO POR MACAU

 #TOLERÂNCIA308 - O MEU CONGÉNITO FRAQUINHO POR MACAU

Pois, é a minha terra.

Ler notícias deste género deixa-me sempre satisfeito: «O percurso do transporte da tocha em Macau passou por diversos marcos históricos e culturais representativos, mostrando vividamente o charme único de Macau como ponto de confluência das culturas oriental e ocidental. A arquitectura, as ruas e o ambiente humano ao longo do percurso reflectem a diversidade e a tolerância da história urbana de Macau, demonstrando plenamente uma profunda integração e coexistência harmoniosa entre as culturas
chinesa e ocidental.»
(1)

Sou embaixador da Ética no Desporto. Então a minha satisfação dobra.

A notícia é de hoje mesmo, acerca da 15.ª edição dos Jogos Nacionais (Zona de Competição de Macau), e foi publicada no Portal do Governo da RAE de Macau.

(1) https://www.gov.mo/pt/noticias/794114/

#tolerância#tolerance#Tolerancia#tolérance#tolleranza#toleranz#tolerantie#宽容#寛容#관용#सहिष्णुता , #סובלנות#हष्णत#Ανοχή#Hoşgörü#tolerans#toleranță#толерантность#التس

quinta-feira, janeiro 16, 2025

#TOLERÂNCIA 18 – A TOLERÂNCIA É UM VALOR OU É UM DIREITO?

 #TOLERÂNCIA 18 – A TOLERÂNCIA É UM VALOR OU É UM DIREITO?

Boštjan M. Zupančič diz, no texto de que vou falar, que é um direito. Um direito que precisa dos valores para ser efectivo, que faça parte do relacionamento entre as pessoas, os grupos sociais e os países.
Quando proferiu este discurso, que tinha como título "Sobre a Tolerância", Boštjan M. Zupančič era juiz do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo. Fê-lo em Bruxelas, na OSCE, no dia 14 de Setembro de 2004. É assim que ele começa o discurso:
«A melhor maneira de promover a tolerância é promover valores sociais novos e mais adequados: valores com os quais as pessoas se possam identificar positivamente, valores que apareçam no horizonte da mudança social progressiva, valores que dêem às pessoas a esperança de que a sociedade de amanhã será melhor do que a sociedade em que vivem actualmente. Quando há esperança de que a sociedade de amanhã será melhor do que a sociedade de hoje, as pessoas aceitam de facto a mudança social e estão dispostas a fazer sacrifícios para se adaptarem a ela.
É claro que os novos valores não se criam facilmente. Além disso, a sua integração social ocorre durante a passagem das gerações mais velhas para as mais novas.
A intolerância é, em grande parte, uma consequência de valores antigos, passados e obsoletos - mas muitas vezes valores institucionalizados. Em termos sociológicos, existem três reacções predominantes (os três “R”) a estes valores residuais inadequados e disfuncionais. A ritualização através de todos os tipos de ritos sociais confirma o apego aos antigos valores A resignação é uma emigração interior e a negação de uma realidade social, política, etc. inaceitável, inaceitável da realidade social, política, etc. No entanto, é a rebelião e a revolta dos jovens, pensemos no Maio de 1968, que instiga o conflito social criativo. Abre o caminho de assimilação de valores mais ou menos radicais, novos e eventualmente mais adequados valores.(1)(2)»
Sou especialmente sensível a esta forma de pensar porque me tenho empenhado, especialmente de há 7 anos a esta parte, na divulgação duma Exposição itinerante de Valores do Desporto e da Cidadania Europeia. A Exposição chama-se "Move-te por Valores, no Desporto e na Vida".
A Exposição tem percorrido as escolas de todo o País, até já chegou às Ilhas; e já chamam por ela em Espanha! Uma das mais-valias pedagógicas e educativas da Exposição é o despertar da consciência aos alunos e professores das escolas de que têm seguramente, no seio das suas comunidades educativas, protagonistas de carne e osso de valores humanos que vale a pena partilhar com os outros alunos e os outros professores das escola do País, da Europa e do Mundo.
Em si mesma, a Exposição já é fruto duma notável colaboração entre o Plano Nacional da Ética no Desporto (do Instituto Português do Desporto e da Juventude) e as Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu.
(2) Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com

quarta-feira, junho 23, 2021

OS VALORES DA EDUCAÇÃO E A EDUCAÇÃO DOS VALORES, N.º 2

OS VALORES DA EDUCAÇÃO E A EDUCAÇÃO DOS VALORES, N.º 2

Os tipos de amor: benevolente, por dever e sufocante.

Falando com uma colega ao telefone, soube que há poucos dias, num conselho de turma, uma professora propôs que fosse indicado para o Quadro de Valor da escola um aluno que, no seu entender, mostrava mérito para tal.

O Quadro de Valor, nas escolas do ensino público, reconhece os alunos que, individualmente, revelaram atitudes de superação de dificuldades, tomaram iniciativas ou realizaram acções exemplares na escola ou na comunidade, ou se destacaram como representantes dos alunos pelo seu sentido de dever, responsabilidade, justiça e equidade… e por aí adiante, revelando comportamentos/desempenhos exemplares unanimemente reconhecidos por todos."

Dizia a minha colega que, ao longo dos 2 anos em que tinha sido professora de Cidadania e Desenvolvimento, pudera observar as permanentes iniciativas de um dos seus alunos no sentido de ajudar, não apenas um colega com diagnóstico de perturbação psicológica, mas também outros colegas, em quaisquer circunstância das aulas ou do convívio informal na escola, sobretudo se estava em causa a expressão de intranquilidade pessoal, insegurança ou alguma ansiedade disruptiva. O rapazinho sempre agia com muita paciência, tolerância, cordialidade e carinho. O seu sorriso e a calma na voz tinham efeito apaziguador imediato, disse-me a minha colega. Nunca, em caso algum, o rapazinho agiu com força física ou voz autoritária.

Ora, a generalidade dos colegas (um ou outro, não) comentou no sentido do que a tradicional ambiência judaico-cristã ou católica-apostólica-romana nos põe a dizer: o aluno não fez mais do que a sua obrigação.

Penso que este é um bom exemplo do amor por dever, segundo as categorias de June Bingham. É, diz-me a minha percepção profissional, o tipo de amor ainda dominante nos professores.

Quanto aos pais, penso que se se repartem mais igualitariamente pelas 3 categorias, e tenho a percepção de que nos casais jovens cresce — ainda bem! — o número de pais de amor benevolente (muitas vezes em reacção ao amor por eles mesmos recebido enquanto filhos).

Mas também parece crescer o número de pais que não entram nestas 3 categorias, simplesmente porque, de todo, não amam: é o desamor, é a rejeição, é a indiferença.(1)

Imaginamos escolas para o século XXI, deleitamo-nos com as maravilhas dos recursos digitais e fabricamos maravilhosos projectos de aprendizagem mista (presencial e à distância); e estamos cada vez mais distantes das atitudes, dos comportamentos e das estratégias pedagógicas que alimentam a boa pessoa da criança e do jovem.

Noutros textos que tenho escrito tenho procurado dar exemplos de como pode ser tão fácil educar uma criança.

Muitos professores são lestos a marcarem faltas de castigo, a mandarem os alunos para fora da sala de aula e a levantarem processos disciplinares aos alunos; mas até os caracóis são mais rápidos que os professores a levantarem processos de louvor aos alunos.

O bem puxa o bem, o bom leva ao bom — é preciso que pais e professores não se esqueçam desta tão óbvia evidência. É sempre assim, claro que não é! Mas experimentemos todos a prodigalizar a palavra de louvor e o gesto de apreço aos nossos filhos e alunos que vamos todos ver se a estatística dá ou não dá razão e esta minha asserção.

Se a Escola e a Família marcam passo, o Desporto vai um pouco mais adiante: já há alguns anos, o Instituto Português do Desporto e da Juventude lançou a iniciativa do Cartão Branco, "um recurso pedagógico que visa enaltecer condutas eticamente corretas, praticadas por atletas, treinadores, dirigentes, público e outros agentes desportivos." Tem sido muito usado - sim, muito - sobretudo nas camadas mais jovens dos praticantes do desporto, seja individual ou colectivo; seja de entretenimento ou de competição.

Um forte abraço ao @João Capela!

(Espero vir a falar, sem que passe muito tempo, em amor e educação; amor benevolente; amor por dever; amor sufocante)
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(1) Como alguns de nós, psicólogos e educadores, temos dito, o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença, a indiferença afectiva.