Mostrar mensagens com a etiqueta Apoio escolar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Apoio escolar. Mostrar todas as mensagens

domingo, setembro 05, 2010

Causa "Abaixo as mochilas da escola supercarregadas de livros"

Numa reportagem que hoje vi na RTP Notícias sobre o regresso às aulas, falou-se de muita coisa, tendo um pormenor passado despercebido: há um primeiro momento em que uma criança se esforça por recitar o alfabeto perante as câmaras, ali com o microfone bem apontado à boca. Depois, num segundo momento, aparece a mesma criança a tentar pegar, a muito custo, numa mochila supercarregada de livros, cadernos e outro material escolar.
Ora, tenho para mim que essa era, na verdade, a situação mais grave apresentada na reportagem! Quantas vezes vemos as crianças caminhando desajeitadamente na rua por causa do peso da mochila que levam às costas para a escola! Quantas vezes é o pai, a mãe, o avô ou a avó a levar a mochila para a escola porque a criança não aguenta com aquele peso!
Penso que é mesmo um problema de saúde pública! Grave!
Não é novidade denunciar esta situação. "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."
Cada vez mais, hoje em dia, os estudantes dos anos terminais do ensino secundário vão para a escola praticamente sem nada, quase só com uma esferográfica e um caderno mais ou menos retorcido num bolso ou na cova da mão. Mas, no ensino básico, a maioria das mochilas são autênticas cruzes de crucificação que comprometem o desenvolvimento físico saudável das crianças.
Ora aqui está um tema que merecia uma Causa no Facebook. São tantas as causas que agora, em catadupa, chegam todos os dias pela Internet a nossas casas.
NÃO HÁ, SEGURAMENTE, NECESSIDADE DE SER ASSIM!
NÃO PODE SER ASSIM!
ABAIXO AS MOCHILAS DA ESCOLA SUPERCARREGADAS!
Há anos subi o Kilimanjaro, com amigos, em que só um não era professor. À entrada do Parque Natural, o peso das cargas de cada um dos carregadores (adultos) era fiscalizada: não podia exceder os vinte quilogramas por carregador.
Penso que, proporcionalmente à idade e ao peso corporal, há muitas crianças portuguesas que carregam muito mais que esses vinte quilogramas. Que dizem os pais?... Que fazem os professores?...

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Don't study harder, study smarter

A línguas têm destas coisas, às vezes conseguem, com o som das palavras, dobrar a eficácia de uma frase pequena, de um conselho incisivo:
- Don't study harder, study smarter
- Não estudes mais, estuda melhor
Tantas vezes que tentamos dizer isto aos nossos alunos!... Quase nunca acreditam em nós:
  • Ou porque falta a sorte de uma ocorrência directa e imediata que o comprove...
  • Ou falta a oportunidade de ter o tempo necessário para ver que é verdade...
  • Ou desconfiam... acham fartura a mais...

terça-feira, maio 26, 2009

Ir ou não ir ao apoio, eis a questão - 2/2

Foi total a concentração do D. hoje de manhã, na aula extra de Francês, às voltas com o "plus-que-parfait".
Já no fim, mesmo antes de arrumar as coisas, a fazer o planemento do trabalho até à próxima sexta-feira, ele e o R. discutiam sobre o empenho de cada um deles nos testes que se avizinham (Inglês, já no bloco de aulas a seguir a este em que estávamos; Matemática, Francês e Físico-Química).
O D. disse que a Físico-Química não valia a pena fazer nada. Tinha ido falar com a professora e tinha perguntado-lhe se, caso ele tirasse 90% no teste, se ela lhe dava a positiva. A professora (que, por sinal, no Conselho de Turma do dia 13 foi das que contribuiu com apreciações positivas e encorajadoras acerca do D.) disse-lhe que não, que não valia a pena, nem com uma boa nota no trabalho prático que ainda tinham em mãos; justificou-se acrescentando que a avaliação era contínua, ao longo do ano.
Por isso ele pôs a Físico-Química de lado. Se a professora lhe tivesse dado uma esperançazinha, ele, de certeza, que ia aproveitá-la.
E pouco depois aconteceu o encontro, nas escadas, ali mesmo entre a casa-de-banho dos rapazes e o bar: o R., a D.T. e eu próprio.
Quando a professora censurou o rapaz pelas faltas ao apoio de Físico-Química ele justificou-se com o que me tinha dito momentos antes, seguro do que estava a dizer.
"Mas mesmo assim devias ir ao apoio..." insistiu a directora de turma. "Faz-te bem, sempre aprendes alguma coisa..." 
E é assim que nós vamos vivendo nas escolas: empenhando-nos francamente, honestamente, a bem dos alunos; mas renovadamente caíndo em desperdícios de vontades, intenções, esforços, recursos e tempo!...
Ora, no mínimo, o esforço da Físico-Química "impossível" não deveria ser aproveitado antes no Francês "possível"?... Pelo menos, nesta altura, o final do ano, em que alunos e professores estão circunstancialmente condicionados por níveis de aproveitamento mínimos que garantam a passagem dos alunos.