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sexta-feira, julho 12, 2013

Jane Goodall, o cérebro, os jovens e Nelson Mandela

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Mais do que em anos escolares anteriores, tive no ano letivo que terminou no início do passado mês de junho, oportunidade de abordar com os meus alunos, de forma especialmente clara, os temas e as pessoas que agora encontro, para grande satisfação pessoal, na entrevista de Jane Goodall, que aparece na edição da Visão, a n.º 1061, de 4 a 10 de julho de 2013.
A notável Cidadã do Mundo - pela defesa do Homem, dos Animais, do Ambiente e da Paz - esteve recentemente em Lisboa, no congresso mundial de Rotary Internacional, instituição internacional a que me ligam laços de muito carinho e gratidão, que me proporcionou uma extraordinária viagem à terra de Mandela e da origem do Homem.
A jornalista não usa a forma interrogativa para pôr a Jane Goodall a última questão:
- "Mantém um discurso esperançoso..."
Jane Goodall responde o seguinte, assim fechando a entrevista:
- "Há quatro aspetos que me fazem manter a esperança: o fantástico cérebro humano que pode ser usado para o bem; a resiliência da natureza; a energia e dedicação da juventude, e o indomável espírito humano que herdámos de Mandela. Ele mostrou-nos que é possível concretizar tarefas que parecem impossíveis."

sábado, abril 03, 2010

O trabalho de Jane Goodall começou há 50 anos.

Tanto que pensamos - apressadamente - que sabemos.
Uma das lições mais importantes do trabalho hercúleo de Jane Goodall tem a ver com o tempo. É preciso tempo para as coisas, é mesmo preciso muito tempo. Quase 40 anos foi o tempo de Jane Goodall, em condições que só uma personalidade e uma vontade pessoal muito especiais conseguiriam. O tempo, esse grande escultor, como disse Marguerite Yourcenar.
Na investigação psicológica e social, hoje em dia, dominam as aplicações das escalas e dos questionários; para a análise dos resultados apuram-se procedimentos estatísticos cada vez mais refinados. Vertiginosamente produzem-se, assim, "conhecimentos novos", em catadupas de mestrados e doutoramentos. Como fruta manipulada na genética e nos processos de cultivo para apressar o amadurecimento.
Jane Goodall, se juntarmos os anos de trabalho difícil na selva aos que agora usa para quixotescamente avisar o mundo, são tantos anos quantos praticamente eu tenho de vida.
Assim saiba eu tirar as lições de vida que tal exemplo merece. Parabéns, Jane! Deverias estar doutorada por todas as universidades do mundo!


sábado, setembro 19, 2009

Boas-vindas aos alunos à entrada do novo ano escolar, 2009/10


É esta a mensagem com que abro o espaço de trabalho que cabe na plataforma informática da Escola a cada uma das turmas que vou leccionar em 2009/2010:

Os anos escolares vão e voltam, ciclicamente.
A mim trazem-me sempre novidades, mesmo que em programas e conteúdos "velhos".
Tenho a sorte e a felicidade de me caber iniciar os jovens no conhecimento sistemático do fascinante e infinitamente variado comportamento humano.
Hoje em dia estou muito apreensivo a propósito do futuro dos jovens que se sentarão nas aulas à minha frente, a partir da próxima semana. Criámos já para eles - para vós! -um mundo com riscos tremendos de limitações e perigos enormes para a vida humana, as outras espécies e o próprio Planeta Terra.
Falarei convosco, queridos alunos, destas coisas ao longo de todo o ano que se abre agora à nossa frente.
E, em jeito de homenagem à disciplina fundamental que lecciono, a Psicologia, refiro-vos aqui uma breve passagem do que a primatóloga (ela é muito mais do que isso!) Jane Goodall disse numa conferência em 2002 (e que poderão ouvir na íntegra, em inglês, nesta hiperligação).

Algumas crianças perguntaram-lhe se ela tinha esperança no futuro, ela que tanto viajava por todo o mundo e via tantas coisas terríveis a acontecer. Ela respondeu-lhes que sim, que tinha esperança. Que tinha esperança em três coisas:
  • o cérebro humano e as coisas que ele é capaz de fazer
  • a resiliência (ou capacidade de resistir) da Natureza, que ela consegue com tempo, ou com uma pequena ajuda.
  • e o indomável espírito humano
Perguntaram-lhe se a realização da esperança estava nos políticos. Ela respondeu delicadamente que a realização da esperança estava nas nossas mãos, nas mãos de todos nós e nas mãos dos nossos filhos. "Somos nós próprios, é cada um de nós que pode fazer a diferença. Se levarmos um estilo de vida em que conscientemente procuramos que a nossa pegada ecológica seja a mais leve possível, se comprarmos coisas que são eticamente legítimas para nós e não comprarmos o que não for, sim podemos mudar o mundo".

Insisto em recordar a seguinte afirmação, que, ciclicamente também, todos devemos trazer de novo ao pensamento:

(Esta pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável)

"Todo a gente 'pensa' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

É preciso começar... JÁ!...

Uma criança que aprenda o respeito e a honra dentro de casa [e na escola] e receba o exemplo vindo de seus pais [e dos seus professores], torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusivé, em respeitar o Planeta em que vive...

Pessoal, desejo-vos um ano de trabalho produtivo, interessante e agradável; que vos faça crescer a vontade de viver com entusiasmo, com prazer em comunicar e partilhar; e em harmonia com o ambiente que vos rodeia.