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terça-feira, janeiro 07, 2025

#TOLERÂNCIA 9 – EINSTEIN ESCREVE SOBRE A TOLERÂNCIA

 #TOLERÂNCIA 9 – EINSTEIN ESCREVE SOBRE A TOLERÂNCIA

Os grandes pensadores, de todos os tempos, acabam por ser incontornáveis na abordagem de muitos assuntos, não fugindo o assunto da Tolerância à regra.
Entretanto, não se deixe nunca de dar atenção ao que os pequenos pensadores também dizem sobre a Tolerância, seguramente alguns deles também dizem coisas muito interessantes.

Hoje dou a vez a um grande pensador, num livrinho que um dia alguém deixou em Clarens, ali ao pé do Lago Léman, à entrada de Montreux, na Suíça. Que quem quisesse o pegasse daquela antiga cabina telefónica transformada em entreposto de livros usados.
O livro tem o título "Albert Einsten, The Human Side, New Glimpses from His Archives", e compõe-se de textos seleccionados e editados por Helen Dukas e Banesh Hoffmann. É de 1979.
Entre o final da página 88 e o princípio da 90, lemos assim:
Em 1934 Einstein escreveu um artigo sobre o tema da Tolerância para uma revista americana. Quando os editores quiseram fazer alterações que não eram do seu agrado, retirou o artigo e este não foi publicado. Eis alguns excertos do artigo:
«Quando agora me pergunto o que é realmente a tolerância, vem-me à cabeça a divertida definição que o bem-humorado Wilhelm Busch deu de “abstinência”:
A abstinência é o prazer que obtemos de várias coisas que não obtemos.
Poderia dizer de forma análoga que a tolerância é a apreciação afável das qualidades, pontos de vista e acções de outros indivíduos que são estranhos aos nossos próprios hábitos, crenças e gostos. Assim, ser tolerante não significa ser indiferente às acções e sentimentos dos outros. A compreensão e a empatia também devem estar presentes…
Quer se trate de uma obra de arte ou de uma realização científica significativa, o que é grande e nobre provém da personalidade solitária. A cultura europeia fez a sua mais importante ruptura com a estagnação sufocante quando o Renascimento ofereceu ao indivíduo a possibilidade de um desenvolvimento sem restrições.
O tipo mais importante de tolerância é, portanto, a tolerância do indivíduo pela sociedade e pelo Estado. O Estado é certamente necessário, para dar ao indivíduo a segurança de que necessita para o seu desenvolvimento. Mas quando o Estado se torna o principal e o indivíduo se torna o seu instrumento de vontade fraca, então todos os valores mais nobres se perdem. Tal como a rocha tem de se desmoronar para que nela cresçam árvores, e tal como o solo tem de ser solto para que se desenvolva a sua fecundidade, assim também as realizações de valor só podem brotar da sociedade humana quando esta for suficientemente solta para permitir ao indivíduo o livre desenvolvimento das suas capacidades.(1)»
À Pedagogia e à Educação da Tolerância que me move, além da dica de Einstein acerca de vários tipos de Tolerância, fica o convite para pensarmos na necessidade de as sociedades, em todos os seus níveis de governação e de regulação das relações entre as instituições e os indivíduos, certamente envolvendo os valores da Liberdade e da Justiça, promoverem activamente a Educação da Tolerância (das Tolerâncias?) com a sábia consciência de que "De pequenino se torce o pepino".
(1) Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com

terça-feira, junho 22, 2021

EINSTEIN E OS PRÉ-SOCRÁTICOS; E DEUS

 EINSTEIN E OS PRÉ-SOCRÁTICOS; E DEUS

Fernandinho, sabes que Einstein estava perto dos filósofos pré-socráticos de que tu falas tantas vezes aos teus alunos? Dizia ele: "Nenhuma ideia é concebida na nossa mente sem recurso aos nossos cinco sentidos". 

É por isso que abres sempre a janela para veres o nascer-do-sol, não é? Para veres, sentires, estares; e escutares os sons da manhã.

E sabes que Einstein escreveu aquilo para te dizer para não esperares por Deus mas para acreditares em ti e no que acontece no teu corpo e no teu pensamento? É como se Deus te dissesse: "Ouve-te a ti mesmo".

quarta-feira, junho 02, 2021

OUTRA FRASE DE EINSTEIN, É SOBRE O OLHAR

 OUTRA FRASE DE EINSTEIN, É SOBRE O OLHAR

mas esta é para os crescidos, que as crianças fazem isso sem serem mandadas:

«Olhem para a Natureza, e então irão compreendê-la melhor.»
E já sei o que estás a pensar, Fernandinho, ora escuta: "Sim, olhar primeiro; deixar que as sensações que o olhar traz se espalhem pelo corpo todo; esperar que o corpo crie sentimentos com as sensações; só depois, na consciência, pensar com palavras a partir dos sentimentos", não é?
Sabes, Einstein tem uma frase que sei que vais gostar muito, ele disse-a a um dos teus mestres da Psicologia, o Max Wertheimer, é assim: "Só muito raramente penso com palavras. Surge um pensamento e, posteriormente, talvez tente exprimi-lo por palavras".

A JUVENTUDE E A VELHICE, EINSTEIN E EU

 A JUVENTUDE E A VELHICE, EINSTEIN E EU

Concordo com Einstein em muitas coisas que ele diz. Nesta, na verdade, penso de maneira diferente, direi mesmo, completamente ao contrário.

Diz Einstein, numa carta que escreveu para a rainha Isabel da Bélgica em 3 de Janeiro de 1954. Tem ele 73 anos:

"Na juventude cada pessoa e cada acontecimento nos parecem únicos. Com a idade, tornamo-nos muito mais conscientes de que acontecimentos semelhantes se vão repetindo. Mais tarde, fica-se menos vezes contente e surpreendido, mas também menos desapontado."

Pois eu penso, mais, eu sinto-me bem diferente dele: com a idade tenho-me tornado cada vez mais fascinado com as pessoas, que me parecem cada vez mais diferentes umas das outras, e, em geral, com histórias pessoais riquíssimas que eu ganharia muito em conhecer.

São histórias que só estão à espera de quem as saiba ouvir ou de quem saiba despertar nos protagonistas a vontade de as contar. Valorizamos tão pouco as pessoas!... São tesouros tão preciosos!

E tanto me encanta a mundividência de uma criança de 8 anos, como a de um velho de 80.