sexta-feira, abril 20, 2007

A Fala do Índio e o DIA DA TERRA

Hoje falei de Yin e Yang e da cultura dos povos nativos da América do Norte, normalmente conhecidos por índios, a propósito da pulsão de vida e da pulsão de morte de Sigmund Freud. Foi na aula de Psicologia B do 12.º H1.

Ao fim da tarde, quando cheguei a casa, fui à estante e peguei no livro "A Fala do Índio", de Teri C. McLuhan, publicado em português, em 1988, pela Fenda.

Reli algumas passagens e fixei-me na que a seguir aqui reproduzo porque me parece que tem muito a ver com o debate que ajudei a dinamizar na segunda-feira passada e de que já dei conta em apontamento anterior.

"Eis o que um velho teton [habitante da pradaria] sioux, Okute ou Shooter, disse em 1911 [Há cerca de 100 anos!...] das suas crenças sagradas. Explica ele que o seu povo acreditava num poder misterioso cuja maior manifestação era a Natureza, sendo o Sol uma das suas representações. Red Bird, membro da mesma tribo, acrescentava: Oferecemos sacrifícios ao Sol, e os nossos anelos foram ouvidos.
Todas as criaturas vivas e todos os planetas obtêm a vida do Sol. Se o Sol não existisse, seria a noite, e nada haveria de crescer; a Terra não teria vida. Mas o Sol precisa da ajuda da Terra. Se o Sol agisse sozinho sobre os animais e as plantas, o calor seria de tal ordem que todos haveriam de morrer. Mas as nuvens trazem a chuva, e a acção irmanada do Sol e da Terra fornece a humidade necessária à vida. As raízes duma planta enterram-se, e quanto mais se enterram mais humidade elas encontram. Isto está de acordo com as leis da Natureza e mostra bem a sebedoria de Wakan Tanka [o Criador]."

Noutra parte, reli o seguinte:
"O velho lakota [uma das tribos Sioux] era sábio. Sabia que o coração do homem afastado da Natureza se torna duro; sabia que a falta de respeito para com o que cresce e vive depressa conduz também à falta de respeito para com os humanos. Por isso mantinha ele os jovens sob a mansa influência da Natureza."

E noutra ainda, dita por um chefe índio ao governador da Pensilvânia, em 1796:
"Nós amamos a tranquilidade; deixamos o rato brincar em sossego; quando os bosques sussurram, não sentimos medo."

Este é o apontamento que eu deveria escrever no dia 22. Aqui o deixo já hoje, dedicando-o aos alunos que constantemente me "puxam pela língua" e me puxam pela escrita.

Próximo apontamento: 29 de Abril de 2007

2 comentários:

wendy_rc_ disse...

Gostei muito da semana;) e de todos os debates aos quais pude participar. Pois é a nossa crida Natureza que tanto nos faz falta.....não só durante esta semana mas sempre devemos-nos lembrar dela enquanto seres habitantes do planeta Terra!!! Eis a mensagem...


Bm Stôr "puxamos-lhe pela língua" porque o gostamos de ouvir falar....sempre muito certo e objectivo naquilo k diz;);)
.....mas pronto pronto não pudemos elogiar mt se não o stôr fica vaidoso:P :)


Beijinhos*************

Anónimo disse...

Thayna S fala:
Eu gostei um pouco das historias indigenas dos indios tupi guarani
Tenho tres perguntas a dizer
primeira:
Por que os indios comem coisas diferentes das outras especies de pessoas?
seguda:
Por que exitem chefes de tribo indigena?
terçeira:
Por que os tribos indigenas vestiam roupas diferentes das outras pessoas.