terça-feira, dezembro 08, 2009

Pais, filhos e a Educação Sexual: falam pouco, falam tarde

Parents' Sex Talk with Kids: Too Little, Too Late

Fui buscar este artigo à revista TIME.
Para já, transcrevo-o para aqui (tradução Google, a que darei ainda "uns toques" brevemente), tal qual ele aparece na revista.
Vale a pena ler. É claro e informativo.
Em tempos de aplicação nas escolas portuguesas do programa de Educação Sexual do governo português, parece-me que ajuda a discussão.

A conversa do sexo nunca é fácil. Não é confortável para todos os envolvidos - os pais têm medo de que, as crianças são mortificada por ela - que é provavelmente porque a falar tantas vezes vem depois do fato. No mais recente estudo sobre o pai-filho fala sobre sexo e sexualidade, os investigadores encontraram que mais de 40% dos adolescentes tinham tido relações sexuais antes de falar com seus pais sobre sexo seguro, controle de natalidade ou doenças sexualmente transmissíveis.
Essa tendência é preocupante, dizem os especialistas, uma vez que os adolescentes que falar com seus pais sobre sexo são mais propensos a atrasar a sua primeira experiência sexual e para a prática de sexo seguro quando elas se tornem sexualmente ativas. E, ironicamente, apesar de sua aparente medo, as crianças realmente querem aprender sobre sexo de seus pais, de acordo com o estudo após estudo sobre o tema.
(Veja fotos de adolescentes na América Latina.)
"Os resultados não me surpreendem", diz o Dr. Mark Schuster, um dos autores do novo estudo, publicado na revista Pediatrics, eo chefe da pediatria geral do Hospital Infantil de Boston. "Mas há algo sobre ter dados reais que serve como um alerta aos pais que não estão falando com seus filhos sobre questões muito importantes até mais tarde do que nós pensamos que seria melhor."
O estudo envolveu 141 famílias cadastradas no pais conversando, programa Teens Saudável, organizado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles / Rand Centro de Saúde do Adolescente Promoção e supervisionado por Schuster. Pais e filhos, com idades entre 13 a 17, respondeu a 24 perguntas sobre questões relativas ao sexo e sexualidade, incluindo a forma como as mulheres engravidam mudanças, o corpo que ocorrem durante a puberdade, como usar preservativos e controle de natalidade, assim como as questões em torno da homossexualidade.
(Veja as 10 principais ídolos teen.)
Os pesquisadores perguntaram aos pais e seus filhos, em separado, quando eles tinham discutido pela primeira vez a cada tema, e compararam essas informações para auto adolescentes de relatórios sobre seu envolvimento em três categorias específicas de comportamento sexual - de mãos dadas ou beijar, tocar ou sexo oral genital ; sexual e. As famílias foram entrevistados quatro vezes, uma no início do estudo, em seguida, novamente em três, seis e 12 meses.
Ao final do estudo, mais da metade dos pais relataram que não havia discutido 14 do sexo 24 tópicos relacionados a seu tempo os adolescentes tinham começado tocando genitais ou sexo oral com parceiros. Quarenta e dois por cento das meninas relataram que não havia discutido a eficácia do controle de natalidade e 40% admitiram que não tinha falado com os pais sobre como recusar o sexo antes de se envolver no toque genital. Quase 70% dos meninos disseram que não havia discutido como usar um preservativo ou o nascimento de outros métodos de controle com os pais antes de ter relações sexuais. No entanto, apenas metade dos pais dos meninos, ao contrário, disseram que não havia discutido o uso do preservativo ou de controle de natalidade com seus filhos.
(Veja fotos da evolução do dormitório da faculdade.)
Essa diferença evidencia um problema principal no diálogo entre pais e filhos sobre sexo."Muitos pais pensam que eles tiveram uma conversa, e as crianças não se lembra em tudo", diz a Dra. Karen Soren, diretor da medicina do adolescente de Nova York Presbyterian Morgan Stanley Children's Hospital. "Os pais às vezes dizem coisas mais vagamente, porque eles se sentem e pensam que já abordados alguma coisa, mas as crianças não ouvem o tema em tudo."
É incrivelmente difícil de abordar o tema do sexo, admite Soren, que tem três filhos dela própria. "Seus filhos olham para você como você é louco, e você sente como você deseja executar", diz ela. "Mas é importante porque nós sabemos que boa mãe-criança dá às crianças uma melhor resiliência mais tarde na vida."
Como mostra o estudo mais recente, fala dos pais sobre sexo e sexualidade precisam ocorrer muito mais cedo do que eles fazem, mas isso não significa necessariamente que os pais têm apenas uma chance de acertar. Para facilitar as coisas, e tomar alguma da pressão fora da situação, dizem os especialistas, os pais devem pensar fala o sexo como um diálogo permanente, em vez de uma discussão incômoda que eles devem cruzar fora de sua lista. E eles devem ter em mente que eles provavelmente já internalizou o mesmo desconforto e evitar que seus próprios pais exibido em falar sobre sexo - mas fala de sexo não precisa ser tão preocupante. Especialistas dizem também que os pais devem discutir certos assuntos com seus filhos em idade momentos adequados, e que o debate deve evoluir como filhos maduros."A 12-year-old vai olhar para o sexo de forma muito diferente do que um 15 - ou um 18-year-old", disse Soren. "Para as crianças entre 10 e 13, a idéia do sexo agrega-los. Então, você provavelmente não vai dizer a um 13-year-old necessariamente tudo sobre os diferentes métodos de controle de natalidade".
Em vez disso, as conversações devem se concentrar no que a criança é capaz de absorver, e que a criança pergunta sobre. Os pais também devem aproveitar cada desculpa para abordar o assunto difícil - uma menção a sexo ou sexualidade em um programa de TV, uma gravidez na família, as aulas de educação sexual na escola ou uma visita ao médico na época da puberdade. "Se você acabar com a dificuldade de partida, em seguida, uma vez que a conversa começa indo, você encontrará muitas vezes é mais fácil do que o esperado", diz Schuster."Portanto, use qualquer desculpa que quiser, mas apenas superar o obstáculo inicial e começar a conversar com seus filhos, porque é realmente importante."

Read more: http://www.time.com/time/health/article/0,8599,1945759,00.html?xid=newsletter-daily#ixzz0Z5768gYL

domingo, dezembro 06, 2009

À entrada da Cimeira sobre o ambiente: uma pequena ideia

Limpar a cozinha com 1 Limão

Quando a vida lhe dá limões, limpe a sua cozinha!
O limão é ácido e cheio de propriedades antibacterianas. Transforme-o num produto de limpeza universal:
Corte o limão ao meio, salpique uma das metades com fermento e use-a para esfregar tachos, bancadas e lava-loiças. Depois esprema a segunda metade para uma taça e junte vinagre para usar como spray para limpar os electrodométicos e armários.
Quando terminar, coloque as 2 metades no caixote de lixo para aromatizar a cozinha.

Para mais informações:
www.diylife.com/2009/08/31/daily-diy-clean-your-entire-kitchen-with-1-lemon/

sábado, novembro 28, 2009

Um bocadinho da pessoa que é o Miguel Guerreiro. Reparem bem...

Foi um acontecimento muito bonito, a passagem do Miguel Guerreiro pela Escola Secundária Eça de Queirós, no passado dia 25 de Novembro. Foram duas horas entusiásticas e empolgantes, que ninguém deu por passarem.

Depois do alegre e bem dinâmico evento, fui almoçar com o maestro Mário Rui, a amiga e companheira psicóloga Carla Andrino, o compadre Renato Pernadas e a colega Ana Cabaço, amiga de infância do maestro.

Estávamos quase eufóricos. Depois dos aperitivos, quando já estávamos um pouco mais calmos, comentámos aperformance do Miguel. A certa altura eu disse que seria sinal de alguma inibição do Miguel (o que era natural), no princípio da sessão, o facto de ele ter respondido à Carla Andrino, quando ela lhe perguntou o que ele tinha gostado menos no “Uma canção para ti”, que tinha sido ter ficado triste – Porquê? -, " porque os outros meninos não tinham ganho também", respondeu ele. Parece uma afirmação "politicamente correcta", pouco espontânea.

O maestro Mário Rui revelou-nos, então:

- Penso que não, Fernando, acredito que ele estivesse a ser absolutamente sincero… Quando foi a finalíssima, em que o David Gomes ganhou o prémio da viagem, o Miguel veio ao pé de mim e disse-me “Eu acho que devia ser outro menino a ganhar hoje. Eu já ganhei uma vez, o David também, agora devia ser outro”. E ele pareceu-me absolutamente sincero e espontâneo a dizer isto.

Como eu gostei de ouvir o meu amigo Mário Rui dizer isto do Miguel!... cheers

Plagiando o título da canção que dá o nome ao CD do Miguel, eu quero que uma boa estrela guie sempre o Miguel ao longo da sua vida, que ele promissoramente parece ir alimentando com a mais ingénua e saudável naturalidade.

terça-feira, novembro 24, 2009

Dia do Patrono na Escola Secundária Eça de Queirós

Sinto muita alegria e sinto-me muito honrado por participar na organização deste evento.
Aqui, neste meu espaço pessoal, quero saudar com muito carinho o Zé Geadas, a criança/jovem prodígio que teve o jeito de me "prender" a "palmos de gente" tão entusiásticos e interessantes, que nos põem os sentidos e a curiosidade absolutamente dedicados ao encanto que são as capacidades humanas em desenvolvimento e expansão em gente assim pequena.

Conto trazer o Zé à minha escola ainda neste ano lectivo, nem que tenha de ir "roubá-lo" um dia à escola dele!...

No próximo dia 25, será com uma emoção muito especial que receberei o Miguel Guerreiro na sessão festiva da Escola, escola que este ano tem a particularidade de fazer a inauguração oficial das suas novas instalações.

Lá de longe, de Macau, o pequeno Marc Yu falará connosco através da Internet e, se calhar, vamos ouvi-lo dizer que virá à nossa Escola ainda durante este ano lectivo.

Na verdade, são as potencialidades humanas, o entusiasmo e a paixão de aprender e ser-se cada vez melhor que estas crianças expressam tão bem (e que estão sempre presentes na forma de capacidades escondidas em todas as crianças) que são a razão de ser do empenho sério - e apaixonado também - de tantos professores nas escolas.

Quando a gente os vê a expressar os seus dons, as suas aprendizagens - êh, pá! - é tão saboroso o que a gente sente cá dentro!...

São estes e os outros"putos" que fazem os professores esquecer tantas contrariedades, tantos escolhos ao seu trabalho. São eles que põem os professores a dizer em coro, como Fernando Pessoa, que "o melhor do mundo são as crianças".

Entretanto, a sessão será exclusiva aos membros da Escola (alunos, professores, encarregados de educação e funcionários) e a alguns convidados. Infelizmente, mesmo que estejamos todos muito contentes com o novo auditório, o espaço é limitado. Se todos os alunos quiserem estar presentes... bem, vai ser complicado...



domingo, novembro 22, 2009

E se acontecesse o mesmo com a nossa casa?

Um filme pequenino, pequenino, pequenino; e uma mensagem grande, grande, grande.
Como diz no fim do filme, também eu tenho medo que quando a gente se der conta seja já demasiadamente tarde.

domingo, novembro 15, 2009

CHUVA DE CORES - espectáculo lindo!


Finalmente fui ver a representação desta peça, em que participam vários alunos meus. Lindo!...
A peça está muito bonita, e é muito bem dirigida pelo meu colega Onivaldo Dutra.
Pena só ter ido hoje... foi a última representação, por agora. Mais cedo eu tivesse ido, mais - seguramente! - eu teria colaborado na sua divulgação.
Para a posteridade, aqui fica a fotografia que quiseram tirar comigo, para grande alegria minha.
Não deixem de estar atentos ao trabalho deste grupo teatral.
Se clicarem no título deste apontamento, encontrarão a hiperligação para o blogue do grupo.

domingo, novembro 08, 2009

Pode haver igual, mas mais intenso não há! Seguramente!

Nas fotografias publicadas na rubrica "Your shot - Daily Dozen" da National Geographic, da primeira semana de Novembro, aparece uma fotografia (que eu bem gostaria de publicar aqui!) de Matt Townsend, que tem a seguinte legenda:

November 6, 2009
While traveling through the mountain countryside of Bali, Indonesia, I stopped for a quick break by a waterfall. Soon young Balinese boys were eager to have their pictures taken jumping off a waterfall. I happily obliged and came away with this shot of a youngster enjoying the warm day.

Tendo em conta o que por esta altura falo nas aulas de algumas das minhas turmas, à volta dos processos cognitivos, afectivos e motivacionais, esta fotografia é notável!...
Esta fotografia pode ser a fotografia de uma vida.
Não volta a haver no mundo um momento, um instante assim! E aquilo que ficou assim gravado para a eternidade é mesmo apenas um instante! Nada mais!
É o exemplo perfeito da harmonia do corpo e do espírito, a fazer lembrar a velha máxima da "Mente sã em corpo são".
Naquele instante - único, inigualável -, aquele rapazinho, que bem poderá ser uma criança de vida bem triste e sofrida, é seguramente a criança mais deliciada do mundo e o seu corpo, mesmo que franzino, tem toda a beleza do que só o que é espontaneamente natural pode ter.
O equilíbrio técnico da fotografia dá ênfase à posição perfeita do corpo do rapazinho; e o corpo, por sua vez, parece simplesmente reflectir o prazer intenso que o jovem ser saboreia, seguramente esquecido de tudo o mais que no mundo existia naquele instante.
Alguns de nós gostariam de ter sido espectadores directos ou o fotógrafo daquele momento, como é o meu caso.
Felizes daqueles que podem contar na sua experiência pessoal com um instante assim. Também a este grupo pertenço, por bênção, seguramente; se calhar, também por esforço; e oportunidade, claro, mesmo que inesperada.

Não se deixe de ver a fotografia (clicar no título deste apontamento).

domingo, novembro 01, 2009

O fundo da linha: SALVAR O MAR

A Língua Portuguesa, através do Brasil, já está na linha da frente desta luta. É hora de nós também entrarmos em acção!

Lindo!... Marc Yu, o Carnegie Hall, os deuses e as fadas

(fotografia da Daylife)

MUSIC REVIEW | 'LANG LANG AND FRIENDS'

Pianists of the Age to Put on a Show

Published: October 28, 2009

Moments after he made his Carnegie Hall debut on Tuesday night, Marc Yu, a 10-year-old pianist from Pasadena, Calif., faced a challenge nearly as daunting: Lang Lang, the Chinese superstar pianist, thrust a microphone into Mr. Yu’s hand and asked him how he felt about playing at Carnegie. “It’s one of those magical places where the gods live, or fairies,” Mr. Yu said. “And I would love to come back.” (In New York Times)

O que Marc Yu diz faz-me lembrar o filme sobre Neverland (a Terra do Nunca), o Peter e James Barry. Os meus alunos sabem porquê.