domingo, abril 03, 2011

Os homens, os insetos e a vida... outra vez. Para que não se apague da memória.

Já falei disto aqui, se calhar, a principal diferença entre essa ocasião e esta é que agora são "insetos", já não são "insectos".
Entre ler os outros capítulos todos de "O elemento" de Ken Robinson e Lou Aronica e o Epílogo passou uma semana, durante a qual apresentei numa aula de Psicologia o documentário sobre a vida e a obra de Konrad Lorenz. "A páginas tantas", como se dizia muito no tempo em que dominava a escrita na comunicação da informação, Lorenz afirma (como aqui também já disse) "Aparentemente, tanto a beleza do mundo natural como do mundo cultural são necessárias para manter o Homem espiritualmente são".
No Epílogo de Robinson e Aronica li hoje o seguinte (que também já referi algures num apontamento da Net):
As crises no mundo natural e humano estão relacionadas entre si. Jonas Salk foi o primeiro cientista a desenvolver a vacina contra a poliomielite. Dado que contraí a doença nos anos 50, sinto uma certa afinidade com o que foi a sua paixão de vida. Perto do fim, Salk fez uma observação preovocadora acerca dos tipos de crises ambientais. "É interessante pensar que se todos os insetos desaparecessem da face da Terra, todas as demais formas de vida acabariam num prazo de cinquenta anos." ["if all insects on Earth disappeared, within 50 years all life on Earth would end." ] Compreendeu, tal como Rachel Carson, que os insetos que tanto nos esforçamos por erradicar são fios fundamentais da intricada rede de vida do planeta. "Mas", acrescentou, "se todos os seres humanos desaparecessem da face da Terra, todas as demais formas de vida floresceriam num prazo de 50 anos". [If all human beings disappeared from the Earth, within 50 years all forms of life would flourish.] Numa época como a de hoje, em que as pessoas esquecem muito rapidamente e, paradoxalmente, a Internet se esforça até ao limite para não deixar esquecer nada, com todos os problemas éticos, sociais e psicológicos que disso decorrem, é preciso lembrar, de vez em quando, as palavras do biólogo Jonas Salk.

Sem comentários: