quinta-feira, abril 25, 2013

25 de abril, sempre! Em 2013.


Este é o poema que escolhi para o 25 de abril de 2013. Porque penso que são cada vez maiores e mais poderosas, mesmo que menos nítidas ou imediatamente visíveis, as prisões em que confinamos as crianças e os jovens e lhes comprometemos irremediavelmente o futuro. 


25 de abril, sempre!
PELO FUTURO DAS CRIANÇAS E DOS JOVENS DE HOJE
Por razões que eles mesmos conhecem (será que conhecem mesmo?, ou só eu conheço as razões por que eles me marcaram para os destacar nesta ocasião?...), dedico estes versos especialmente à Maria João, à Vanda Menezes, ao Márcio Perdigão, ao João de Matos, ao Fábio Fernandes, ao Hugo Fernandes e ao Ricardo de Sousa.

"Camaradas, para a Con
[Condessa Constance Markievicz, defensora dos direitos humanos irlandesa]
A noite tranquila que me rodeia flui,
Rompe pelas portas de ferro da tua prisão,
Livre pelo mundo o teu espírito vai,
Mãos proibidas entrelaçam-se nas tuas.
O vento é nosso cúmplice
A noite deixou as portas entreabertas;
Voltaremos a encontrar-nos para lá das grades dos portões da Terra,
Lá, onde todos os rebeldes selvagens do Mundo estão."
- Eva Gore-Booth
[irmã de Con]
Chris Newman, o Patrick
Comrades, To Con
The peaceful night that round me flows,
Breaks through your iron prison doors,
Free through the world your spirit goes,
Forbidden hands are clasping yours.
The wind is our confederate
The night has left the doors ajar;
We meet beyond earth's barred gate,
Where all the world's wild rebels are.
- Eva Gore-Booth
Estes versos são recitados de cor pelo personagem Patrick, praticamente no final do filme "Song for a raggy boy", quando o professor Franklin se encaminha para a saída do reformatório, de malas na mão.
http://www.youtube.com/watch?v=EWiVx7SyGdA&list=PL1A4B4C8512642559

Constance e Eva eram ambas ativistas políticas irlandesas. Ambas se empenharam na defesa dos pobres e dos mais desfavorecidos. Constance foi presa e condenada à morte. Entretanto, dado ser uma mulher, a pena foi comutada para prisão perpétua. Beneficiou de uma amnistia em 1917, mas pouco depois voltou a ser presa; até que foi libertada novamente. Eva morreu em 1926 (aos 56 anos) e Constance em 1927 (aos 59 anos).


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