segunda-feira, novembro 08, 2010

O Kung-fu, para além da poluição da Televisão, do Cinema e da Net

Acabei de ler um delicioso artigo sobre o Kung-fu, na edição de Novembo da National Geographic Portugal (n.º 116, p. 64-81). O texto é de Peter Gwin e as fotografias de Fritz Hoffmann.
De lá, retiro, sem pensar muito, algumas frases que me ressoaram de maneira especial (os destaques são da minha responsabilidade):

  • Preocupam-no igualmente as armadilhas da fama. O seu mestre [Yang Guiwu] recomendou-lhe que se mantivesse humilde, mesmo quando superasse os outros alunos em seu redor. A humildade derrota o orgulho, prega mestre Yang. O orgulho derrota o homem.
  • No entanto, Hu explica que os combates não são a lição mais importante do kung-fu. Ele centra as suas lições na honra. Em cada rapaz ele procura sentido de respeito e disposição para "comer o pão que o diabo amassou", aprendendo a apreciar a adversidade, aproveitando-a para disciplinar a vontade e para forjar o caráter.
  • Pergunto [P. Gwin]: o kung-fu não é essencialmente um ato violento? E não contradiz os princípios da não-violência do budismo? Não, responde. No essencial, o kung-fu procura converter a energia em força. Na ausência de adversário, a prática compõe-se de uma série de movimentos. As próprias fraquezas físicas e mentais de um praticante transformam-se no inimigo. Com efeito, ele entra em combate consigo mesmo.
  • "Não se pode derrotar a morte" diz. Xi pontapeia o ar, equilibrando-se sobre a outra perna. "Mas pode-se derrotar o medo da morte."

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