quinta-feira, outubro 11, 2007

Afinal, Deus não conhece tudo...

Às vezes, pegamos quase (é que completamente nunca é…) inadvertidamente num livro e folheamo-lo também quase automaticamente. E acabamos por ver o que antes não vimos… ou melhor, vimos mas não ligámos.
Foi o que me aconteceu hoje, com a seguinte passagem, se calhar, porque estamos outra vez ainda no início do ano escolar e mais uma vez insisto com os meus alunos para que escrevam. Aliás, já este ano, também, procurei que o enredo do pequeno Peter com o escritor Barrie, ficcionado no filme “À procura da Terra do Nunca”, lhes servisse de incentivo para isso, para escrever.
Eis então a passagem, extraída da abertura do livro de Bill Bryson, Breve História de Quase Tudo (A Short History of Nearly Everything), publicado em português em 2004 pela Quetzal Editores:
“O físico Leo Szilard anunciou certa vez ao seu amigo Hans Bethe a sua intenção de começar a escrever um diário.
- Não tenho qualquer interesse em publicá-lo. Vou apenas registar os factos para informação de Deus.
- Não te parece que Deus já sabe quais são os factos? – respondeu Bethe.
- Sim – disse Szilard, e prosseguiu: Ele conhece os factos, o que Ele não conhece é esta versão dos factos (Hans Christian von Baeyer, Taming the Atom)”


The physicist Leo Szilard once announced to his friend Hans Bethe that he was thinking of keeping a diary: “I don’t intend to publish. I am merely going to record the facts for the information of God.”
“Don’t you think God knows the facts?” Bethe asked.
“Yes,” said Szilard. “He knows the facts, but He does not know this version of the facts.”


Ora aqui está uma razão muito interessante para escrevermos até o que nos parece que outros já escreveram!...

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