#TOLERÂNCIA367 - ACABOU O DIÁRIO DA TOLERÂNCIA. E AGORA?
Agora é aquela parte de passar da palavra, pensada e escrita, à acção.
Para já, sinto com uma clarividência que muito me agrada que algumas das minhas predisposições comportamentais, da minhas atitudes, se questionaram e se reajustaram em resultado do que fui descobrindo, do que fui conhecendo, do que fui modificando, do que se tornaram novas ou revistas opiniões e opções pessoais.
Mesmo que se tenha tornado banal dizer-se que procuramos o que queremos encontrar, o que nos dá razão, penso que consegui ser suficientemente honesto comigo mesmo para aceitar pôr-me à prova, pôr em questão os meus pontos de vista, as minhas perspectivas. Enquanto psicólogo, sei do que que que a casa gasta, tenho bem consciência do que digo às pessoas que procuram a nossa competência profissional, a nossa 'expertise'.
Tenho clara consciência de que foram essencialmente os meus amigos franceses, o Jean-Pierre Démange à cabeça, que me desafiaram para mostrar que a Tolerância vale a pena, seja enquanto valor,
seja enquanto atitude ou disposição pré-comportamental capaz de aproximar as pessoas e os grupos do diálogo, da negociação, da cedência e do entendimento, resistindo à impulsividade do confronto e do conflito agressivo, confronto e conflito que são, em última instância, nas actuais circunstâncias da vida dos grupos (dentro dos grupos e entre os grupos), sempre favoráveis a quem tem o poder do dinheiro, o poder das armas e o controlo da Comunicação Social e das Redes Sociais. A desconfiança visceral, ou melhor, a rejeição radical que o Jean-Pierre e os outros logo mostraram em relação à Tolerância por a considerarem um comportamento farisaico de quem tem o poder político e económico, por quem está na mó de cima e não quer abrir mão dos seus privilégios, foram, repito, desafio para eu escavar mais fundo, ir ao âmago, ao tutano do que alimenta a Tolerância (que nem sempre é boa, às vezes é má) e a Intolerância (que nem sempre é má, às vezes é boa).Também devo um agradecimento especial à Zorka Domić, pelas achegas e pelo alento que sempre procurou dar ao que fui escrevendo e fazendo.
São 367 entradas (365 mais 2), 365 registos escritos de caminhadas diárias. Passadas a papel, cada uma ocupa, no mínimo, uma página; muitas delas, 2 ou 3 páginas. Juntando, em anexo, os 'rationales' das actividades, dos jogos e de alguns desenvolvimentos e esclarecimentos, a que tamanho impresso isto chegará o relato da viagem pela Tolerância...
Sei que muitos aperfeiçoamentos e revisões vou ainda produzir. E desejo muito ter críticas, correcções sugestões, achegas; e pedidos. Com todos eles eu ganharei, com todos eles a Educação e a Pedagogia da Tolerância ganharão. Para já, estou muito, mas mesmo muito contente com o que fiz, não fazia ideia que chegasse onde cheguei. Acho que o segredo foi não ter expectativas demasiadamente ambiciosas, ter sido humilde e não ter querido provar nada que antecipadamente escondesse como fito último — esta atitude de base permitiu-me manter a mente aberta, disponível e, pois claro, tolerante.
#tolerância, #tolerance, #Tolerancia, #tolérance, #tolleranza, #toleranz, #tolerantie, #宽容, #寛容, #관용, #सहिष्णुता , #סובלנות, #हष्णत, #Ανοχή, #Hoşgörü, #tolerans, #toleranță, #толерантность, #التس









